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Madeira

Grande incêndio motivava apelo por meios aéreos na Madeira há 28 anos

‘Canal Memória’ recua até 1998

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A Madeira enfrentava, há 28 anos, um incêndio de grandes dimensões que deixou um rasto de destruição um pouco por toda a ilha e que lavrava já há seis dias. A evacuação do Hospital dos Marmeleiros chegou a ser ponderada e a falta de meios aéreos foi criticada.

O DIÁRIO concretizou uma reportagem recorrendo ao helicóptero da Heli Atlantis, que possibilitou ter uma visão aérea do incêndio. Ficou claro que as freguesias da Ponta do Pargo e da Fajã da Ovelha foram bastante afectadas e que o cenário era desolador também no Terreiro da Luta.

O tempo quente e o vento constante teimavam em não dar tréguas aos bombeiros. Sobrevoando a zona das Babosas e do Parque Ecológico do Funchal, a visão continuava a ser aterradora.

Na ocasião, o PP (CDS-PP) sugeriu que fosse criado um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de um meio aéreo operar na Região, por forma a combater incêndios.

As consequências do incêndio também passaram pelo corte de electricidade, nomeadamente na zona da Camacha, uma vez que postes e cabos foram apanhados pelas chamas. No Terreiro da Luta, pelo menos seis pessoas ficaram desalojadas. A principal prioridade era a de proteger as pessoas e as habitações, pese embora os bombeiros já estivessem exaustos de combater chamas ao longo de seis dias.

A 12 de Março de 1998, o fogo começou a dar sinais de abrandar. Tudo parecia estar mais calmo e em fase de rescaldo.