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Guerra no Irão Mundo

Pelo menos 634 mortos e mais de 800 mil deslocados em dez dias de guerra no Líbano

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Foto EPA

A guerra entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah fez 634 mortos e 1.586 feridos em dez dias no Líbano, anunciou hoje o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine, numa conferência de imprensa.

Entre os mortos, contam-se 91 mulheres e 47 crianças, precisou o ministro.

O número total de deslocados registados junto das autoridades atingiu os 816 mil, 126 mil dos quais estão alojados em centros de acolhimento, indicou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, na mesma conferência de imprensa.

O Exército israelita prosseguiu hoje o bombardeamento dos subúrbios do sul de Beirute, um bastião do Hezbollah, visando um bairro densamente povoado no coração da capital libanesa, no 10.º dia de uma guerra sem fim à vista.

O Líbano foi a 02 de março arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro pelo início de uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o movimento xiita libanês Hezbollah, pró-Irão, lançou um ataque a Israel, que desde então tem realizado uma campanha aérea em grande escala contra o país.

Ao longo do dia, a aviação militar israelita efetuou ataques após ataques à periferia sul de Beirute, cujos habitantes, na maioria, já fugiram.

Ao amanhecer, um ataque direcionado atingiu o bairro de Aïsha Bakkar, em Beirute, onde o sétimo e o oitavo andares de um edifício ficaram destruídos.

"Acordámos em pânico (...). Eu corri pela casa como um louco, à procura dos meus três filhos", relatou Mohammad, proprietário de um estabelecimento de produtos alimentares que reside num prédio vizinho do atingido.

O bairro está agora cheio de pessoas desalojadas, salientou: "Em vez de acolher uma família, cada apartamento alberga agora dez".

Segundo o Ministério da Saúde libanês, quatro pessoas ficaram feridas.

"Tudo o que queremos é viver em paz", lamentou uma mulher cujo primo ficou ferido no ataque.

Várias horas após o bombardeamento, ainda havia moradores de pijama junto ao edifício parcialmente destruído, na rua coberta de escombros situada perto da sede da mais alta autoridade da comunidade muçulmana sunita, a Dar al-Fatwa.