Costa e Von der Leyen avisam que este não é momento para aliviar sanções à Rússia
Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia avisaram hoje que este não é o momento de aliviar sanções à Rússia e saudaram a decisão da AIE de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, após uma reunião do G7, Costa e Von der Leyen defenderam que a "prioridade imediata deve ser manter os fluxos de energia em movimento, especialmente a navegação no Estreito de Ormuz, crucial para a economia global".
"Aplicar tetos ao preço do petróleo ajudará a estabilizar os mercados e a limitar as receitas da Rússia. Este não é o momento de aliviar sanções contra a Rússia", advertiram os dois líderes europeus.
Os aliados de Kiev têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Costa e Von der Leyen saudaram ainda a decisão dos países da Agência Internacional de Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas e manifestaram-se "disponíveis para trabalhar de perto com os parceiros na região para evitar o alastrar do conflito e restabelecer a estabilidade".
Na mensagem, os dois líderes da União Europeia (UE) agradeceram ainda ao Presidente francês, Emmanuel Macron, por ter organizado a reunião do G7 (bloco das maiores economias mundiais), afirmando estarem focados em "minimizar o impacto na segurança e no mercado global de energia" da guerra no Irão.
A reunião, convocada pela França, presidente em exercício do G7, teve como tema a situação no Irão e Médio Oriente, no comércio e liberdade de navegação, e na forma de abordar as consequências económicas da guerra.
O G7 é formado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Antes desta reunião, os 32 países da AIE anunciaram a disponibilização ao mercado de 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de abastecimento pelo fecho efetivo do Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.