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Inflação da OCDE abranda para 3,3% em Janeiro

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Foto Shutterstock

A inflação homóloga da OCDE desacelerou para 3,3% em janeiro, contra 3,6 em dezembro, mas os preços estão quase 36% acima dos níveis pré-covid-19, anunciou hoje a organização.

Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) precisa que a inflação diminuiu em 22 dos 35 países da OCDE com dados disponíveis, permaneceu estável ou amplamente estável em oito, e aumentou em apenas cinco.

Comparado com dezembro de 2025, o número de países da OCDE com uma inflação de 2% ou menos subiu de nove para 15.

Contudo, a organização sublinha que, apesar da recente desaceleração da inflação, os níveis médios de preços em toda a OCDE estavam 35,6% mais altos em janeiro de 2026 do que em dezembro de 2019, antes do início da pandemia da covid-19.

A inflação da energia da OCDE caiu 2,1 pontos percentuais em janeiro de 2026, para menos 0,6%, que é o primeiro valor negativo desde maio de 2025.

A inflação dos alimentos também diminuiu, em 0,2 pontos percentuais.

A organização sublinha que, apesar destas quedas em janeiro, os níveis de preços da energia e dos alimentos aumentaram em 40,8% e 47,5%, respetivamente, desde dezembro de 2019.

No que toca à inflação subjacente (que exclui os preços dos alimentos e da energia) a OCDE afirma que a mesma permaneceu amplamente estável em janeiro.

Em janeiro, a inflação homóloga do G7 caiu para 2,1%, contra 2,4% em dezembro de 2025.

A França registou a menor inflação homóloga no G7, com 0,3%, uma queda de 0,5 pontos percentuais em relação a dezembro, devido às descidas da inflação da energia e da inflação subjacente.

A inflação no Japão caiu abaixo de 2% em janeiro pela primeira vez desde março de 2022 e nos Estados Unidos a inflação também diminuiu, ao cifrar-se em 2,4%.

Em contraste, a Alemanha registou um aumento, de 1,8% para 2,1%.

A inflação subjacente foi o principal motor da inflação nos países do G7, especialmente no Reino Unido, que continua a ser o único com inflação geral acima de 3%, apesar de uma queda de 0,4 pontos percentuais.

Na zona do euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) caiu ainda mais, para 1,7% em janeiro, contra 2,0% em dezembro.

Embora a inflação da energia tenha continuado a diminuir, a inflação dos alimentos e a inflação subjacente permaneceram amplamente estáveis.

A estimativa preliminar do Eurostat para fevereiro aponta para um aumento na inflação da zona euro para 1,9%, impulsionada por aumentos na inflação subjacente e de energia.

No G20, a inflação homóloga caiu para 3,4% em janeiro, contra 3,6% em dezembro.