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Eleições Presidenciais Madeira

Representante da República incentiva participação nas eleições

O Representante da República para a Região Autónoma da Madeira diz estar preocupado com a abstenção

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O Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Ireneu Barreto, exerceu na manhã deste domingo o direito de voto para estas eleições presidenciais, deixando um apelo à participação eleitoral e sublinhando a importância do voto para a democracia. 

Aos jornalistas, já depois de ter votado na Câmara Municipal do Funchal, pela 22.ª vez, o Juiz Conselheiro começou por prestar homenagem aos compatriotas afectados recentemente pelas cheias no continente, recordando as vítimas e manifestando solidariedade para com as famílias. "Para eles o nosso sentimento de memória, para as famílias o nosso sentimento de pesar", referiu. 

O responsável destacou também o esforço de quem, apesar das dificuldades, exerce hoje o direito de voto, incentivando especialmente madeirenses e porto-santenses a participarem no acto eleitoral. "Hoje temos este dia magnífico. É importante votar, como eu digo sempre, é uma obrigação que nós temos, é um direito nosso e é para eleger o mais alto magistrado da nação". 

Questionado sobre o fim do seu mandato, recusou fazer um balanço nesta altura, considerando que este dia deve ser dedicado exclusivamente à democracia e ao processo eleitoral. 

Referiu, no entanto, que nos últimos dias tem sido abordada a possibilidade de o representante da República poder adiar eleições em situações exepcionais. Sobre o tema, mencionou que, durante os anos em funções, nunca teve a necessidade de exercer esse poder. "Durante os 15 anos que cá estive isso nunca aconteceu, nunca tive a necessidade de exercer poder, digamos assim."

Explicou ainda o enquadramento histórico dessas competências e admitiu que a legislação eleitoral poderá vir a ser ajustada, sem necessidade de revisão constitucional. "Eu penso que pode ser modificado, mas para isso não é preciso nenhuma revisão constitucional, basta apenas uma pequena alteração à lei eleitoral. Espero que façam isso quando entenderem."

Quanto aos votos provenientes dos consulados, indicou tratar-se de matéria fora da sua competência directa, mas adiantou que, segundo informações recolhidas, os boletins que chegarem às secções não serão abertos de imediato, sendo a contagem realizada posteriormente pela Assembleia de Apuramento Geral, no Palácio de São Lourenço. "Sei que, pelo o que ouvi esta manhã, que os votos que chegarem hoje às secções de voto serão descarregados mas não serão abertos. Só amanhã na Assembleia de Apuramento Geral, que decorre no Palácio de São Lourenço, será feita", reforçou. 

Relativamente à afluência às urnas, mostrou alguma preocupação, embora tenha referido que, na secção onde votou, o processo decorria com normalidade. Reiterou o apelo à participação, frisando que a escolha do Presidente da República é essencial para o funcionamento da democracia. 

"Venham votar. É o nosso dever, é nossa obrigação e é sobretudo o nosso direito. Nós temos o direito de escolher quem queremos para Presidente da República e isso fundamental para a nossa democracia", terminou.