'Mural' da CDU denuncia 'assalto' aos direitos dos trabalhadores
A CDU esteve, hoje, em Santa Cruz, onde pintou um mural que apela à rejeição do pacote laboral e denuncia os baixos salários. A informação foi partilhada através de comunicado à imprensa, que aponta que esse pacote trata-se de "um conjunto de medidas que representa um verdadeiro assalto aos direitos dos trabalhadores e um aprofundamento de um modelo de baixos salários e precariedade no que constitui uma declaração de guerra a quem trabalha e gera riqueza neste país".
"Com a pintura deste mural a CDU pretende afirmar que está em causa um pacote laboral à medida do grande capital e dos grandes interesses económicos que fomenta a precariedade, a desregulação do tempo de trabalho com a reposição integral do banco de horas individual, a perpetuação dos baixos salários e a facilitação dos despedimentos retirando garantias de defesa e criando novos obstáculos à reintegração do trabalhador em caso de despedimento ilícito, o retrocesso nos direitos da parentalidade que incluem a redução da licença para amamentação até aos dois anos da criança, a submissão dos horários flexíveis para pais aos interesses da empresa e a revogação do direito a faltas por luto gestacional medidas que penalizam a conciliação entre a vida profissional e familiar", aponta no mesmo comunicado, acrescentando que, a estas medidas, "já de si reprováveis", adicionam-se "o enfraquecimento da contratação colectiva, o ataque à liberdade sindical e a limitação do direito à greve".
Através do mural, a CDU manifesta a denúncia sobre o quanto o Governo PSD/CDS, com o apoio de Chega e IL e contando ainda com a viabilização do PS, promove assim uma política ao serviço do grande capital, de agravamento da exploração, desmantelamento dos serviços públicos, ataque ao regime democrático e comprometimento da soberania nacional. É inaceitável e impõe-se enfrentar e derrotar o pacote laboral. CDU
Na iniciativa realizada esta manhã, a CDU apelou aos trabalhadores para a participação activa na luta reivindicativa em torno dos salários, direitos e condições de trabalho, para enfrentar e derrotar o pacote laboral e impedir o retrocesso dos direitos laborais.
"Para a CDU, o caminho tem que ser para um Portugal, para uma Região, com justiça social, desenvolvimento e soberania, cumprindo a Constituição da República e a aplicação dos direitos que a mesma consagra e não um futuro que consagre o retrocesso e a destruição de direitos duramente conquistados pelos trabalhadores", aponta.