"Chegámos ao topo, falta colocar a bandeira"
O selecionador Jorge Braz afirmou hoje que, atingido o "topo da montanha" no Campeonato da Europa de futsal, falta agora à seleção nacional "colocar a bandeira de Portugal" e conquistar o terceiro título continental seguido, frente à Espanha.
"Não há grandes coisas a acrescentar, do ponto de vista da motivação, para jogar uma final. Até é mais o contrário, perceber que é só um jogo. O percurso está feito, chegámos ao fim, agora queremos fechá-lo. Construir o percurso dá mais trabalho do que finalizá-lo. Já estamos no topo da montanha, agora é colocar lá a bandeira de Portugal. É difícil, um jogo contra um adversário que nos vai meter num registo que gostamos", expressou o selecionador Jorge Braz, em conferência de imprensa.
Na véspera do encontro decisivo, contra "uma das seleções mais organizadas em todos os momentos do jogo", o selecionador português de futsal enviou também a solidariedade da comitiva para as vítimas do mau tempo que se vive em Portugal.
"Há coisas muito mais importantes do que um Campeonato da Europa. A comitiva envia um abraço sentido a todas as pessoas que estão a passar por dificuldades enormes em Portugal. Aqui não nos apercebemos, estamos a viver intensamente isto e muito focados, mas vi imagens que sensibilizam e chocam. Se pudéssemos ajudar, ajudávamos. Não podendo, pelo menos vai esta sentida mensagem de solidariedade para com eles", endereçou o transmontano, de 53 anos, e no cargo técnico há 16.
Igualmente na conferência de imprensa, o capitão Bruno Coelho também abordou a passagem das depressões Kristin e Leonardo por Portugal, a provocar 13 mortos desde a semana passada e também muitas centenas de feridos e de desalojados.
"Com as tempestades, Portugal não está a passar um bom momento. Se houver uma vitória amanhã [sábado] -- contamos com isso -, será por essas pessoas que estão a passar dificuldades. Queremos muito conquistar este troféu, não só por nós e pelas nossas famílias, mas por todas essas pessoas", reforçou.
Lembrando a final de 2018, precisamente diante de Espanha, decidida a favor dos lusos com um livre de 10 metros da sua autoria, o ala frisou estar a viver este momento "como se fosse a primeira vez", mas ambicionando renovar as boas recordações na mesma arena da altura.
"O favoritismo pode ser 50/50. O jogo vai ter várias 'nuances' e momentos, teremos de estar preparados para todos. Da forma como estamos a crescer ao longo desta competição, acredito que estamos mais perto de festejar. Temos 40 minutos, pelo menos, para jogar, sabemos perfeitamente o que queremos, mas temos pés bem assentes no chão e a cabeça no sítio certo", realçou o jogador do Riga, de 38 anos.
Portugal, vencedor em 2018 e 2022, e Espanha, recordista de títulos, com sete em 12 edições, disputam a final do Campeonato da Europa no sábado, a partir das 19:30 locais (18:30 em Lisboa), na Arena Stozice, na cidade eslovena de Liubliana.