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Protecção civil registou 134 ocorrências em 24 horas no Algarve

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Foto Lusa

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou, no espaço de 24 horas, 134 ocorrências relacionadas com o mau tempo no Algarve, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas e superfícies, foi hoje anunciado.

Segundo um comunicado do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, aquelas ocorrências foram registadas no período compreendido entre as 12:00 de quarta-feira e as 12:00 de hoje, em quase todos os 16 concelhos do distrito de Faro.

"As ocorrências distribuíram-se por praticamente todos os municípios da região, com maior incidência nas zonas mais expostas à precipitação intensa" associada à depressão Leonardo e "à subida dos caudais das ribeiras e rios", lê-se na nota.

De acordo com a Proteção Civil, as principais situações estiveram relacionadas "com inundações e acumulação de águas pluviais em meio urbano; quedas de árvores e elementos estruturais; desobstrução de sistemas de drenagem; movimentos de massa e derrocadas localizadas e salvamentos em contexto de cheias".

Devido à passagem da depressão Leonardo, o município de Monchique ativou, na quarta-feira à tarde, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, que prevê pré-posicionamento de equipas de intervenção, o condicionamento de vias municipais suscetíveis de risco, encerramento de estabelecimentos escolares e suspensão de transportes escolares, refere a Proteção Civil.

Já os municípios de Alcoutim, Castro Marim e de Vila Real de Sano António declararam a "situação de alerta de âmbito municipal", devido à subida do caudal do rio Guadiana, resultante da chuva intensa e das descargas das barragens de Pedrógão e de Chança, situadas a montante destas localidades raianas a Este do Algarve.

No âmbito dessas declarações, a Proteção Civil, em articulação com as entidades gestoras das barragens, estão a monitorizar a evolução hidrológica do rio Guadiana, a reforçar a vigilância nas zonas ribeirinhas e historicamente vulneráveis, tendo preparados meios e recursos para eventual apoio às populações.

Face à previsão da continuação de chuva e vento intensos, o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil recomenda que se evitem situações de risco, como as deslocações desnecessárias, sobretudo em zonas ribeirinhas e áreas inundáveis, o atravessamento de zonas alagadas, a retirada de bens e de viaturas de zonas suscetíveis de inundação e que os condutores adotem uma condução defensiva com velocidades adaptadas às condições das vias.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.