RIR critica cortes no PRR e alerta para retrocesso nos cuidados sociais
O Partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) manifestou esta quinta-feira a sua forte reprovação à reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na Região Autónoma da Madeira, que prevê a redução de centenas de camas em cuidados continuados e respostas residenciais na área social, na sequência das declarações proferidas hoje pela presidente do Instituto de Desenvolvimento Regional.
Em comunicado, o RIR considera esta decisão “grave e politicamente irresponsável”, destacando que ocorre num contexto de envelhecimento da população, crescente pressão sobre os serviços de saúde e carência de respostas públicas sociais. Para o partido, a justificação apresentada pelo Governo Regional, como dificuldades de execução e risco de perda de fundos europeus, não é aceitável, sendo antes um reflexo de falhanço de governação, gestão errática e inversão de prioridades.
O RIR alerta ainda para as consequências concretas desta medida, como maior pressão sobre hospitais e serviços de urgência, dificuldades adicionais para as famílias e atrasos no acesso a respostas sociais adequadas. O partido sublinha a incoerência de um Governo que reconhece a falta de retaguarda social, mas corta precisamente nos investimentos destinados a mitigar esse problema.
Segundo o RIR, os fundos europeus devem ser usados para corrigir défices estruturais e reforçar o serviço público, defendendo que a Madeira precisa de mais planeamento, mais respostas sociais e mais camas em cuidados continuados, e não de cortes que agravem a situação da população.