Chega defende actualização da Carta do Património após demolição da Quinta das Tangerinas
Os vereadores do Chega na Câmara Municipal do Funchal defenderam, esta quinta-feira, a necessidade de actualizar a Carta do Património da Câmara Municipal do Funchal, na sequência da demolição da Quinta das Tangerinas, considerando essencial evitar que situações semelhantes se repitam no futuro e garantir a preservação das tradicionais quintas madeirenses.
À saída da reunião de vereação, Luís Filipe Santos explicou que o partido procurou “apurar toda a factualidade existente” em torno do processo. “Tentámos saber o que é que se passou na demolição da Quinta das Tangerinas e propusemos que a Carta do Património da Câmara Municipal do Funchal seja atualizada para que estes episódios não se repitam”, afirmou, sublinhando a importância de proteger “as famosas quintas da Madeira”.
Para além da questão patrimonial, o vereador do Chega alertou para outros problemas identificados no concelho, nomeadamente o estado do Caminho Velho da Igreja de São Roque, que classificou como “lastimável”.
Segundo Luís Filipe Santos, a via “não é asfaltada há mais de 20 anos”, situação que, na sua opinião, exige uma intervenção urgente por parte da autarquia.
O partido chamou ainda a atenção para o estacionamento abusivo no Caminho da Chamorra, onde viaturas alegadamente ligadas a oficinas permanecem estacionadas na via pública. “Falámos do estacionamento abusivo de viaturas que estão supostamente a ser consertadas em oficinas”, referiu.
Nesse sentido, no âmbito da revisão do Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável da Região Autónoma da Madeira (PAMUS), o Chega pediu que esta realidade seja tida em conta, defendendo a necessidade de maior regulação.
“Queremos disciplinar o estacionamento abusivo por parte das oficinas na via pública”, concluiu Luís Filipe Santos