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Madeira

JPP critica “vazio de ideias” da CMF e lamenta demolição irreversível da Quinta das Tangerinas

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O Juntos Pelo Povo (JPP) traçou, esta quinta-feira, após a reunião da vereação da Câmara Municipal do Funchal (CMF), um balanço crítico dos primeiros 100 dias de governação do executivo PSD/CDS, apontando a inexistência de uma estratégia clara para a cidade e lamentando a demolição da Quinta das Tangerinas, classificada como um episódio “irreversível”.

António Trindade questionou “que ideia existe para o Funchal” ao fim de três meses de mandato, defendendo que “não mudou nada nos principais problemas da cidade”, nomeadamente na habitação, no trânsito e no custo de vida. “O que temos vindo a verificar é uma vareação "tarifeira."

Na perspetiva do JPP, o executivo limita-se a aplicar “medidas de continuidade e pequenos apoios sociais”, sem uma visão para uma cidade “inteligente, sustentável e orientado para o futuro”, alinhado com diretrizes europeias. “É uma cidade vazia de ideias, vazia de rumo, e isso preocupa-nos”, sublinhou.

A questão da Quinta das Tangerinas foi também destacada como exemplo do que o partido considera ser a ausência de uma política de património. António Trindade recordou que os dois vereadores do JPP estiveram “desde a primeira hora em proximidade com as pessoas” e tornaram pública a situação assim que tiveram conhecimento da demolição. “Pedimos esclarecimentos imediatos à Câmara, mas o sucedido é lamentável porque a Quinta das Tangerinas já não é reversível, já não pode ser restaurada”, frisou.

Para o JPP, o caso evidencia uma pressão imobiliária excessiva sobre a cidade, em detrimento da qualidade de vida dos residentes. “Nem tudo pode ser feito a favor da pressão imobiliária, colocando-nos a todos em aflição para viver na cidade" alertou António Trindade.

Os vereadores explicaram que habitação pública “não é sinónimo de habitação social”, mas sim um modelo que abrange “todas as faixas económicas”, com rendas ajustadas aos rendimentos. No entanto, consideram que, passados três meses, “nada aconteceu” e continuam por definir planos e estratégias para a habitação, mobilidade e custo de vida no Funchal.

Apesar das críticas, o JPP reafirma que tem assumido uma “oposição responsável”, revelando que concordou com cerca de 90% das propostas apresentadas pelo executivo PSD/CDS.