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ONU preocupada com possível "colapso" humanitário em Cuba face à escassez de petróleo

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Foto Shutterstock

O secretário-geral da ONU está "extremamente preocupado" com a situação humanitária em Cuba, "que vai piorar, ou mesmo entrar em colapso" se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas, afirmou hoje o porta-voz de António Guterres.

Depois de suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura de Nicolás Maduro no início de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu na semana passada uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana.

Para justificar essa política de pressão, Washington invocou uma "ameaça excecional" que Cuba, uma ilha das Caraíbas localizada a apenas 150 quilómetros da costa do estado da Florida, pode representar para a segurança nacional norte-americana.

Por sua vez, Havana acusou Donald Trump de "querer sufocar" a economia da ilha, onde os cortes diários de energia estão a aumentar e as filas nos postos de combustível estão cada vez maiores.

No domingo, o Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos haviam iniciado um diálogo com o Governo cubano e disse prever "um acordo" com Havana.

"Houve, de facto, trocas de mensagens", mas não "um diálogo propriamente dito neste momento", declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossio, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP) na segunda-feira.

No mesmo dia, Trump afirmou que o México, que fornece petróleo a Cuba desde 2023, ia deixar de o fazer.

No dia anterior, a Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, havia anunciado a intenção de enviar ajuda humanitária para a ilha e dito estar a trabalhar numa forma de continuar a enviar petróleo.