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Cerca de 40 pessoas assinalaram no Porto um mês da captura de Nicolás Maduro

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Foto ESTELA SILVA/LUSA

Cerca de 40 pessoas assinalaram hoje, no Porto, um mês da captura pelos Estados Unidos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa iniciativa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) contra o apetite comercial norte-americano.

"O que os Estados Unidos querem é apropriar-se do petróleo e de outros bens da Venezuela, porque a Venezuela é rica em bens como ouro e gás, todos esses produtos", afirmou a dirigente do CPPC, Manuela Branco, em declarações à margem do evento que decorreu debaixo de chuva.

Na madrugada de 03 de janeiro, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, forem retiradas à força de casa, em Caracas, pelo exército norte-americano e depois transportados para Nova Iorque onde estão prisioneiros a aguardar julgamento, acusados de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, tendo ambos se declarado inocentes.

Questionada sobre se concorda que o que aconteceu no último mês é um sinal de alerta para o mundo, que deve manter-se vigilante, a responsável respondeu: "já temos a Gronelândia debaixo [do olho dos EUA], portanto, é mesmo o [Donald] Trump a dizer 'sou o senhor, eu é que vou ditar as leis'. Não é democracia, é o imperialismo norte-americano".

O evento, denominado "Fim à agressão dos EUA à Venezuela -- Solidariedade para com os povos da América Latina" aconteceu, sublinhou Manuela Branco, para que não se esqueça o "rapto ocorrido há um mês".

"Não podemos esquecer as atrocidades que a Venezuela e vários países da América Latina e do Caribe estão a passar com a política dos Estados Unidos, nomeadamente do Trump", insistiu a dirigente, lembrando o bloqueio que "há seis décadas prejudica o povo de Cuba".

Para Manuela Branco, o "assalto, o ataque à Venezuela não foi para impôr uma pseudo democracia, foi sim para apropriação do petróleo, do ouro, de todos os bens produtivos".