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Corina Machado pronta para discutir transição com presidente interina

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A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, disse que está disposta a reunir-se com a presidente interina Delcy Rodríguez "se necessário" para estabelecer um "cronograma de transição".

De acordo com um comunicado, a vencedora do Prémio Nobel da Paz falava na segunda-feira, durante uma reunião online com a imprensa da Colômbia, um mês após o rapto do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, pelas forças armadas norte-americanas, em Caracas.

"Se for necessário reunirmos para definir um calendário para a transição, isso acontecerá", afirmou Machado, em referência a Rodríguez, apesar de acrescentar que o Governo interino "continua a ser uma máfia".

No sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu no sábado juntar chavismo e oposição para aproximar posições para uma transição democrática na Venezuela.

"Temos que fazer algo a este respeito. Talvez juntar as partes e fazer algo", respondeu Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One, quando questionado se Corina Machado deveria poder regressar à Venezuela.

Trump acrescentou que Machado "é uma pessoa muito boa e, ao mesmo tempo, a liderança atual está a fazer um ótimo trabalho", referindo-se a Delcy Rodríguez.

Quanto ao setor petrolífero, o dirigente norte-americano garantiu que fechou um acordo com a Índia, para que Nova Deli adquira petróleo da Venezuela em vez do petróleo iraniano, e garantiu que a China "será bem-vinda" se quiser fazer negócio.

O Governo Trump não detalhou publicamente os prazos para a transição democrática na Venezuela, após a captura de Maduro e da mulher, Cilia Flores, no dia 03 de janeiro, durante um ataque dos Estados Unidos ao país sul-americano.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em 28 de janeiro, no Senado, que o objetivo da Administração Trump é alcançar uma "Venezuela democrática" através de eleições "livres e justas", mas alertou que a transição não é uma questão de semanas e que levará algum tempo.

A embaixadora norte-americana Laura Dogu chegou no sábado a Caracas para reabrir a missão diplomática dos Estados Unidos na Venezuela, encerrada há sete anos, após a rutura das relações diplomáticas entre os dois países.

A chegada de Dogu ocorreu um dia depois de Delcy Rodríguez ter anunciado uma amnistia geral para todos os presos políticos e o encerramento do Helicoide, um centro de detenção temido pelas torturas e violações dos direitos humanos.

A diplomata falou na segunda-feira, durante o primeiro encontro com a presidente interina, sobre a necessidade de uma transição na Venezuela.

"Encontrei-me com Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez [presidente da Assembleia Nacional] para reiterar as três fases que Rubio propôs para a Venezuela: estabilização, recuperação económica e reconciliação, e transição", escreveu Dogu na rede social X.