“Consuma água da torneira, poupa na saúde e na carteira”
José Luís Nunes encerra sessão com apelo ao respeito institucional e à coesão nacional
A sessão da Assembleia Municipal do Funchal terminou com uma nota de humor e reflexão por parte do presidente da mesa, José Luís Nunes, que começou por registar o elevado consumo de água engarrafada ao longo das quatro horas de trabalhos.
“O consumo de água foi muito importante e fez-me lembrar que, se calhar, devíamos aproveitar para lançar o slogan: consuma água da torneira, poupa na saúde e na carteira. Em vez de estarmos a pagar água engarrafada e impostos que, às vezes, também incidem sobre o nosso trabalho na água”, afirmou.
Já num tom mais institucional, o presidente da Assembleia sublinhou a forma “plural, responsável e democrática” como decorreram os trabalhos. Considerou que o debate foi “vivo, exigente, mas sempre respeitador”, espelhando o que deve ser o funcionamento de “uma casa da democracia”, assente na diversidade de opiniões, no confronto de ideias e no respeito mútuo entre eleitos.
José Luís Nunes defendeu que ficou demonstrado ser possível discutir temas sensíveis e posições divergentes “sem recurso à crispação, ao silenciamento ou à desvalorização do outro”.
Numa referência ao plano nacional, sustentou que este modelo de funcionamento deveria ter eco na Assembleia da República, defendendo que o diálogo construtivo e o respeito institucional são pilares essenciais para reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.
Deixou ainda um apelo aos deputados para que acompanhem “com maior sensibilidade e sentido de justiça” os diferendos que persistem entre as regiões autónomas e o Estado. “A coesão nacional constrói-se com respeito mútuo, diálogo permanente e reconhecimento das especificidades regionais, postura que o Governo da República nem sempre tem demonstrado”, afirmou.
Antes de encerrar a sessão, anunciou que a próxima reunião está, em princípio, agendada para 29 de Abril, lançando também o repto aos presidentes das Juntas de Freguesia para que futuras sessões possam voltar a realizar-se nas diferentes freguesias do concelho, à semelhança do que aconteceu no quadriénio anterior. “Teremos todo o prazer em visitar as freguesias e estar mais perto das populações”, concluiu.