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Madeira

Tecnologia reduz impacto ambiental dos cruzeiros

José González, director de política marítima da CLIA, destacou as soluções sustentáveis a bordo do Mein Schiff Relax, navio preparado para operar com gás natural liquefeito

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As novas gerações de navios de cruzeiro estão equipadas com tecnologias concebidas para reduzir de forma significativa o impacto ambiental da operação marítima. A explicação foi dada por José González, director de política marítima da Cruise Lines International Association (CLIA), à margem da visita ao Mein Schiff Relax aos jornalistas.

De acordo com o director, trata-se de “um conjunto de diferentes tecnologias e estratégias” aplicadas em simultâneo, que permitem diminuir emissões, reduzir o consumo de energia e mitigar o impacto no ecossistema marinho.

Entre os exemplos apontados estão as tintas especiais aplicadas no casco, que reduzem o atrito com a água e melhoram a eficiência energética. “Num navio desta dimensão, com milhares de metros quadrados de superfície, aplicar um revestimento adequado tem impacto direto na velocidade, no consumo de combustível e nas emissões”, explicou.

Outra das soluções referidas é o recurso a sistemas de gestão energética, com software e hardware avançados instalados na ponte, que permitem otimizar rotas e consumo. González destacou ainda tecnologias de lubrificação por ar, sistemas que criam microbolhas ao longo da parte inferior do casco, reduzindo a fricção com a água e aumentando a eficiência da propulsão.

No domínio dos resíduos, o responsável sublinhou que os navios dispõem de sistemas de separação e tratamento a bordo. Os resíduos orgânicos podem ser encaminhados para biodigestores para produção de energia ou transformados em composto, enquanto outros materiais são compactados e descarregados em porto para tratamento adequado.

O Mein Schiff Relax está preparado para operar com gás natural liquefeito (GNL), embora os motores sejam versáteis e possam utilizar diferentes combustíveis, consoante a disponibilidade nos portos. “O navio está construído para operar globalmente. Se um combustível não estiver disponível, a companhia adapta-se”, afirmou.

José González reconheceu, contudo, que a evolução das infraestruturas portuárias não é uniforme. Embora muitos navios já estejam preparados para ligação eléctrica a terra, nem todos os portos dispõem ainda dessas condições. “Estamos a trabalhar para que os portos acompanhem esta evolução”, concluiu.