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Turismo Madeira

CLIA garante que cruzeiros querem liderar transição verde

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Foto Rui Silva/ASPRESS

A indústria de cruzeiros quer assumir um papel activo na transição energética e no reforço da sustentabilidade do transporte marítimo. A posição foi defendida esta quarta-feira por José González, director de política marítima da Cruise Lines International Association (CLIA), a bordo do navio Mein Schiff Relax, atracado no Porto do Funchal.

O responsável explicou que a CLIA representa um número significativo da capacidade global do sector, embora os cruzeiros correspondam a apenas cerca de 1% da frota marítima mundial. “Não somos a maior percentagem do tráfego marítimo global, mas somos um sector altamente inovador”, sublinhou.

Entre as principais prioridades está a redução de emissões e a aposta na neutralidade carbónica. Actualmente, cerca de 25% dos navios de cruzeiro já estão equipados com sistemas de ligação elétrica em porto (shore power), permitindo desligar motores enquanto estão atracados. “O objectivo é atingir os 50% nos próximos anos”, adiantou.

José González destacou, além disso, o investimento em combustíveis alternativos, tecnologias de eficiência energética, optimização de rotas e redução do ruído subaquático, defendendo que a transição exige também portos preparados para fornecer energia limpa.

As declarações foram proferidas no âmbito da Cimeira Europeia da CLIA, que decorre na Madeira e reúne cerca de 400 profissionais do sector dos cruzeiros, decisores políticos europeus, representantes das companhias e agentes de viagens para debater os desafios, as tendências e as oportunidades de crescimento da indústria.