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Feira do Livro é investimento estratégico para o futuro do Funchal

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Está  apresentada a edição 52 da Feira do Livro do Funchal, projecto cultural que, desde 1976, a Câmara Municipal organiza e com cada vez maior abrangência, este ano com 200 mil euros que o presidente Jorge Carvalho acredita ser um investimento estratégico do Município para o futuro.

Na apresentação de mais uma edição que decorreu no salão nobre da autarquia, foi possível ficar a saber as principais novidades, nomeadamente, que irá decorrer de 20 a 29 de Março, que irá decorrer como tem sido quase sempre na Avenida Arriaga, mas também no Jardim Municipal ali ao lado e no Teatro Municipal Baltazar Dias, na mesma Placa Central. Também foi possível saber que vão estar mais de 200 actividades culturais programadas, envolvendo cerca de 300 autores, artistas e oradores distintos, bem como mais de 40 editoras, livrarias e projectos culturais, num evento que este ano de 2026 celebra Camilo Castelo Branco nos 200 anos do seu nascimento.

O autarca salientou o reforço da aposta "num dos eventos culturais mais emblemáticos da cidade", garantia dirigindo-se aos escritores, artistas, livreiros, editores e parceiros culturais presentes no salão. Jorge Carvalho sublinhou que o certame "não é apenas um evento cultural", mas sim "um investimento estratégico na cultura, na educação e na identidade da nossa cidade e da nossa região".

Sendo "o evento cultural mais antigo promovido de forma ininterrupta pela autarquia", a Feira do Livro do Funchal, segundo o presidente, "tem vindo a crescer e a reinventar-se ao longo dos anos, registando um aumento do número de participantes, livreiros e editores. Para responder à procura crescente, a edição deste ano contará com mais expositores", mais cinco foi anunciado.

Entre os destaques da programação estão "14 obras inéditas, das quais 10 serão lançadas em parceria com a autarquia", sendo que para o edil," o apoio à edição de livros representa uma forma concreta de dinamizar o sector cultural e criativo, estimulando escritores, investigadores, ilustradores, desenhadores e editores".

Este investimento gera impacto económico, promove o talento local e projeta o nome do município do Funchal. Os livros desempenham também um papel essencial enquanto ferramentas educativas. Jorge Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Funchal

O presidente da CMF defendeu que, "ao apoiar a edição literária, a Câmara não está apenas a financiar publicações, mas a investir na cultura, na inovação, na identidade e em projectos comunitários, incentivando a leitura, o pensamento crítico e o conhecimento da realidade local, sobretudo entre os mais jovens".

Por isso, acredita, a 52.ª edição da Feira do Livro é "mais do que um evento literário, assumindo-se como "um projecto cultural estratégico que coloca o livro, a criação e a cidadania no centro da vida da cidade". E atirou: "É um investimento no futuro da Madeira, na sua identidade, no seu talento e no seu orgulho colectivo."

A encerrar a intervenção - a última das cinco da apresentação que decorreu hoje pelas 12 horas -, o autarca deixou um convite a madeirenses e visitantes para participarem na iniciativa e partilhou uma frase que recorda dos tempos de estudante: "'O livro que não é lido é o livro que não existe'. Deem vida aos livros. Leiam na nossa Feira do Livro."