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Madeira

Conferências do Atlântico em Janeiro com maior dimensão internacional

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A próxima edição das Conferências do Atlântico poderá realizar-se já em Janeiro de 2027 e ganhar uma dimensão ainda mais internacional, com a presença reforçada de convidados e académicos provenientes do Reino Unido ou de outras latitudes.

A possibilidade surgiu à margem dos trabalhos, numa sugestão deixada pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, ao presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, durante um encontro com vários professores universitários.

A intenção passa por antecipar o calendário habitual e aprofundar a vocação internacional da iniciativa, reforçando a ligação ao espaço académico britânico e ao pensamento político associado à tradição atlântica, em linha com o tema das conferências e com o simbolismo de Câmara de Lobos enquanto lugar associado à memória de Winston Churchill.Celso Bettencourt confirmou a abertura a essa possibilidade, sublinhando que o objectivo é consolidar o evento como referência no debate estratégico. “Foi uma sugestão que surgiu de forma muito natural no diálogo com o senhor presidente do Governo e com parte de individualidades presentes, no sentido de continuarmos a afirmar estas conferências e de lhes dar uma projecção ainda maior”, afirmou.O autarca considerou que o reforço da participação internacional, designadamente com convidados do Reino Unido, poderá contribuir para elevar o nível de discussão e posicionar a Madeira como espaço privilegiado de reflexão sobre democracia, segurança e cooperação no Atlântico. “Queremos que as Conferências do Atlântico continuem a crescer e a afirmar-se como um fórum de pensamento, capaz de atrair académicos e personalidades de referência e de colocar a Madeira no mapa do debate internacional”, acrescentou.

Celso Bettencourt sublinhou ainda que a eventual realização em Janeiro permitiria iniciar o ano com uma agenda de reflexão estratégica, reforçando o papel da Região enquanto ponto de encontro entre academia, decisores e sociedade. “Se conseguirmos concretizar essa possibilidade, será mais um passo na afirmação da Madeira e do nosso município como participantes activos nas grandes discussões do nosso tempo”, disse.

A decisão final sobre datas e programa deverá resultar de articulação entre as entidades organizadoras e parceiros institucionais, mantendo o propósito de aprofundar o carácter internacional de um encontro que, ao longo das suas edições, tem reunido responsáveis políticos, investigadores e especialistas para debater os desafios da democracia liberal e da ordem euro-atlântica.