Mais de 5.000 mulheres morreram e 14 mil foram feridas na guerra da Ucrânia
Mais de 5.000 mulheres e raparigas morreram e cerca de 14.000 ficaram feridas na Ucrânia desde o início da invasão russa, há quatro anos, alertou hoje a ONU Mulheres, que teme o encerramento da rede de ajuda a vítimas.
Segundo a agência das Nações Unidas, mais de um terço das organizações que apoiam mulheres afetadas pelo conflito --- através de ajuda de emergência, apoio a vítimas de violência de género, cuidados de saúde mental ou assistência económica --- poderá fechar nos próximos seis meses devido a cortes severos de financiamento.
A representante da ONU Mulheres na Ucrânia, Sabine Freizer, informou, em videoconferência a partir de Kiev, que 108 organizações estão atualmente ameaçadas.
De acordo com Freizer, os cortes orçamentais previstos para 2025 e 2026 deverão traduzir-se numa perda de cerca de 50 milhões de euros até ao final deste ano para organizações ucranianas, com 570 postos de trabalho já eliminados em 2025 e até 340 adicionais em risco em 2026.
A responsável avisou que, se a situação não for revertida, cerca de 63 mil mulheres poderão perder ainda este ano o acesso aos serviços essenciais prestados por estas entidades.
Freizer sublinhou ainda que 2025 foi o ano com maior número de vítimas desde o início da agressão russa contra a Ucrânia, agravando a pressão sobre os serviços de apoio num momento de redução drástica de recursos.