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Madeira

"Não temos luxo a mais. Temos é capacidade a menos"

António Jardim Fernandes alerta para concentração do mercado e falta de previsibilidade

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No painel ‘Caracterização e contextualização da habitação na RAM’, António Jardim Fernandes, presidente da ACIF, explicou que a crise habitacional na Madeira não se deve ao luxo, mas à falta de capacidade de construção: “Não temos luxo a mais. Temos é capacidade a menos.”

O dirigente sublinhou a concentração do mercado imobiliário: dos 2.600 fogos à venda (T2 ou superior), metade custa acima de 750 mil euros e um terço mais de 1 milhão, com 90% da oferta acessível a menos de 10% da população. Imóveis abaixo de 380 mil euros representam menos de 10% desta oferta.

Quanto às licenças de habitação nova, António Jardim Fernandes destacou que, entre 2009 e 2024, foram emitidas apenas 5.600 licenças, contra 40 mil nos 15 anos anteriores, apontando que a redução da capacidade de construção é um dos maiores factores da crise. Sobre o alojamento local, admitiu que pressiona o mercado, mas a principal dificuldade continua a ser a insegurança jurídica do arrendamento, que impede o funcionamento eficiente do sector.