Francisco Gomes classifica subsídio de mobilidade como “traição a meio milhão de portugueses”
O deputado Francisco Gomes (Chega) classificou o novo modelo do subsídio social de mobilidade aérea criado pelo Governo da República como “uma traição a meio milhão de portugueses que vivem nas autonomias”. A posição foi avançada na sessão na Assembleia da República, requerida pelo PS, tendo em discussão propostas de lei dos parlamentos das duas regiões autónomas, bem como do PS e do Chega.
Francisco Gomes dirigiu um ataque ao executivo AD liderado por Luís Montenegro, acusando-o de “covardia” com uma ”portaria cozinhada no conselho de ministro e nas costas dos cidadãos” madeirenses e açorianos. “Olhos nos olhos, com as autonomias vocês não brincam. Porque aquilo que chamam de subsídio social de mobilidade é um sistema que transformou madeirenses e açorianos em fiadores do Estado”, declarou o deputado do Chega, que acusou o governo nacional de “encher os bolsos das companhias aéreas”, fazendo “da rota do Funchal a rota mais cara do Mundo”. “Rasgaram o legado de Mota Amaral e de Alberto João Jardim”, prosseguiu o mesmo parlamentar, afirmando que as regiões estavam a ser tratadas como colónias. Denunciou ainda que os madeirenses e açorianos não podem ter dívidas às Finanças ou à Segurança Social, quando tais exigências não são colocadas aos utentes do Metro ou da Carris no continente.