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DGAV nega presença de vírus que afeta bovinos apesar de condições favoráveis

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Foto Shutterstock

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) esclareceu que não existem casos de Dermatose Nodular Contagiosa (DNC), que afeta bovinos e alguns ruminantes, em Portugal, apesar de a água acumulada favorecer a proliferação de insetos.

"Não existem, à data, casos de DNC em Portugal", lê-se numa nota informativa da DGAV, a propósito da circulação em redes sociais e aplicações de mensagens sobre um alegado risco iminente associado às condições meteorológicas.

A circulação deste vírus constatou-se, recentemente, no sul de França, com o último foco reportado em 02 de janeiro, e no norte de Espanha em 07 de janeiro.

A DGAV sublinhou que situações de água acumulada e humidade podem favorecer a proliferação de insetos vetores.

Contudo, avisou que estes fatores não significam, por si só, que exista um risco sanitário imediato.

Em Portugal, mantém-se em vigor o reforço da vigilância clínica e não se aplicam novas restrições a movimentação de animais.

A vacinação preventiva não é possível, sendo apenas permitida a vacinação de emergência em zonas de restrição ao redor do foco confirmado, bem como em áreas que confinam com estas.

Segundo a mesma nota, os produtores devem reforçar as práticas de limpeza e desinfeção das instalações e meios de transporte, vigiar os animais e notificar a DGAV em caso de suspeita.

A DMC, que afeta bovinos e certas espécies de ruminantes selvagens, como o búfalo de água, é causada pelo vírus da família 'Poxviridae', transmitido por insetos como moscas, mosquitos e carraças.

O vírus também pode ser transmitido através do contacto direto entre animais doentes e sãos ou através de água e alimentos contaminados.

No caso dos bovinos, a doença costuma manifestar-se com sintomas como febre, anorexia, salivação excessiva, corrimento óculo-nasal, diminuição da produção de leite e perda de peso.

Podem surgir lesões cutâneas na forma de nódulos e tumefações.

A taxa de mortalidade ronda os 10%.