Economia regional mantém crescimento mas moderado
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que, em Novembro de 2025, a actividade económica da Região Autónoma da Madeira (RAM) continuou a crescer, encetando o 56.º mês consecutivo no 'verde', ainda que evidenciando sinais de desaceleração, agora em +1,8%, menos 0,1 ponto percentual do que no mês anterior (1,9%).
Os dados foram comunicados hoje pela DREM, que recorda que a divulgação do IRAE tem como objectivo "sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem", acrescentando como sempre faz, que "o seu valor quantitativo, assume por isso uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis".
Assim, dividido em 7 categorias, o IRAE apresentou-se em Novembro de 2025 no mesmo ciclo positivo que tinha começado logo após o retomar de actividades pós-pandemia de covid-19, ou seja desde Abril de 2021
Actividade Económica
- Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve-se em crescimento em novembro de 2025, embora com um novo abrandamento face ao mês anterior.
- O número de dormidas nos alojamentos turísticos aumentou 3,5%, valor inferior aos 4,3% registados em outubro. Os proveitos totais cresceram 15,3%, abaixo dos 16,5% observados no mês precedente, enquanto o RevPAR desacelerou para 14,9%, após os 16,2% verificados em outubro.
- A emissão de energia elétrica manteve a tendência de crescimento, com um aumento de 2,9%, acima dos 2,3% registados no mês anterior. Por outro lado, a introdução no consumo de gasóleo apresentou uma ligeira diminuição de 0,1%, variação próxima à observada no mês precedente (-0,2%).
- Por sua vez, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas situou-se em 3,2 novas sociedades por cada dissolução, valor ligeiramente abaixo do rácio observado no mês anterior (3,4).
Indicadores Qualitativos
- Em novembro de 2025, os indicadores de confiança diminuíram nos Serviços e na Construção e Obras Públicas, mantiveram-se estáveis na Indústria Transformadora e aumentaram no Comércio face ao mês anterior.
Consumo Privado
- Em novembro de 2025, a introdução no consumo de gasolina registou uma variação homóloga de 8,1%, inferior à observada em outubro (9,9%), confirmando o abrandamento da dinâmica de crescimento.
- O saldo dos empréstimos para consumo e outros fins concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias registou um aumento de 8,7%, valor idêntico ao verificado no mês anterior.
- Os levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 6,0%, desacelerando face a outubro (7,4%), embora permanecendo em terreno claramente positivo.
- Por fim, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros continuaram a registar uma contração significativa (-18,8%), ainda que menos intensa do que a observada no mês anterior (-34,8%).
Investimento
- Em novembro de 2025, os indicadores de investimento continuaram a evidenciar comportamentos diferenciados. As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias mantiveram-se em crescimento, registando uma variação homóloga de 11,4%, embora inferior à observada em outubro (14,3%). Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras acentuou a redução, fixando-se em -1,9%, após a variação de -1,2% registada no mês anterior.
- A comercialização de cimento manteve-se em terreno negativo, registando uma variação homóloga de -5,6%, o que representou um agravamento face à quebra observada em outubro (-4,5%). Por sua vez, a avaliação bancária da habitação continuou a evidenciar uma evolução positiva, com um crescimento de 16,7%, ainda que ligeiramente inferior ao registado no mês anterior (17,1%).
- No que se refere ao número de edifícios licenciados, registou-se uma quebra de 5,2%, invertendo o crescimento observado em outubro (7,5%).
Procura Externa
- Em novembro de 2025, as exportações regionais de bens continuaram a crescer, registando uma variação homóloga de 18,8%, ainda elevada, embora inferior à observada em outubro (41,8%). Por seu turno, as importações de bens diminuíram 7,8%, após terem aumentado 11,4% no mês anterior.
- O movimento de mercadorias nos portos da Região apresentou um crescimento de 7,9%, acima do registado em outubro (6,8%). Por sua vez, o tráfego de passageiros nos aeroportos regionais manteve-se em crescimento, com um aumento de 11,5%, embora a um ritmo inferior ao observado no mês anterior (15,2%).
- Relativamente aos levantamentos e compras através de TPA com cartões internacionais, registou-se um crescimento de 7,2%, ligeiramente inferior ao observado em outubro (7,7%).
Mercado de Trabalho
- Em novembro de 2025, o número de desempregados inscritos registou uma diminuição de 10,9%, mantendo a trajetória descendente dos meses anteriores, ainda que menos acentuada do que a verificada em outubro (-12,2%).
- Os pedidos de emprego registaram igualmente uma diminuição (-10,8%), confirmando a continuidade da tendência de recuo, embora ligeiramente inferior à observada no mês precedente (-11,6%).
- Por outro lado, as ofertas de emprego acentuaram novamente a redução, registando uma variação homóloga de -12,8%, após a diminuição de 7,5% registada em outubro.
Preços
- Em novembro de 2025, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) abrandou para 3,3%, após os 3,9% registados no mês anterior.
- A inflação nos bens situou-se em 2,3%, igual ao valor observado no mês anterior, enquanto nos serviços se registou uma desaceleração, para 4,7% (6,0% em outubro).
- O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, diminuiu para 2,8%, interrompendo a tendência de aceleração registada no mês anterior.