Madeirense acusado de quatro crimes de terrorismo por defesa do radicalismo islâmico
Um homem natural da Madeira foi acusado pela prática de quatro crimes de terrorismo, sendo dois por incitamento e outros dois por glorificação deste tipo de práticas, informou hoje o Ministério Público (MP).
Segundo a informação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, os factos reportam-se a 2019 e 2020.
A acusação refere que o homem ficou indiciado depois de ter cumprido pena num estabelecimento prisional no Reino Unido, entre 2014 e 2016, e se ter radicalizado e convertido ao Islão, tendo passado a defender a ideologia defendida pelo Estado Islâmico.
Naquele país, o arguido foi condenado a uma sanção acessória de expulsão e de proibição de regressar por 10 anos, prazo que termina em maio de 2026, adianta.
O homem regressou à Madeira em 2016 e "continuou a defender a referida ideologia radical e a manter contactos 'online' com pregadores islâmicos radicais", ainda segundo a acusação.
Com recurso às redes sociais, complementa o MP, realizou publicações divulgando "a sua ideologia, glorificando pregadores radicais e motivando outros à prática de ações violentas em obediência à ideologia radical que professa".
O arguido ficou sujeito na quarta-feira à medida de coação de apresentação semanal no órgão de polícia criminal da área da residência, bem como à proibição de ausentar-se da Região Autónoma da Madeira.
Está também proibido de fazer publicações 'online', em qualquer plataforma ou consumir conteúdos salafistas-jihadistas utilizando plataformas ou meios digitais, e não pode contactar, por qualquer meio, ainda que por interposta pessoa, com pregadores radicais ou outros indivíduos radicalizados.
A investigação deste caso contou com a colaboração da Unidade Nacional Contraterrorismo.