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Turismo País

Vila Galé mantém abertos 2 dos 4 hotéis em Cuba

Gonçalo Rebelo de Almeida admite que a situação pode mudar a qualquer instante

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O administrador da Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, diz que o grupo mantém dois hotéis em Cuba abertos, de quatro que lá tem, mas que a situação está a ser revista a todo o momento.

"Não posso adiantar muito porque temos ainda dois hotéis abertos, mas estão a rever os planos a todo a tempo e, portanto, vão suspendendo e encerrando temporariamente os hotéis, vão concentrando (os turistas) noutros, isto tem alguma dinâmica", disse aos jornalistas à margem do 35.º Congresso Nacional da AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal, no Porto.

Cuba sofre as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas norte-americanas no início de Janeiro.  Uma situação que está a se acompanhada de perto pelo governo português.

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Ricardo Miguel Oliveira , 12 Fevereiro 2026 - 11:14

O grupo português é o único hoteleiro a operar em Cuba, onde conta com os hotéis Vila Galén Cayo Paredón Grande, localizado nos cayos da costa norte, o Vila Galé Cayo Santa María, situado em Cayo Santa María, o Vila Galé Tropical Varadero, localizado em Varadero, e o Havana na capital cubana.

"Temos esses dois nos Cayo abertos, porque tinham ainda operações de canadianos (...), mas estes hotéis podem vir a ficar temporariamente encerrados", reforçou, acrescentando que o grupo ainda não recebeu hospedes de outros hotéis.

Entretanto, a situação pode inverter e "em Varadero pode haver a possibilidade de reabrir".

"Cuba tem uma oferta hoteleira gigantesca. Os dois (hotéis) dos cayos têm cada um 600 quartos e o Vardero tem 450. O de Havana tem 60 quartos. Neste momento estão fechados dois, mas pode inverter", insistiu.

Questionado sobre a origem dos turistas na altura do encerramento, o administrador disse que tinham "algum mercado português" e depois "outros mercados distribuídos, mas maioritariamente mercado canadiano".

Gonçalo Rebelo de Almeida confirmou que a altura do ano em que Cuba recebe mais portugueses é na época alta, com as operações 'charter' a decorrerem normalmente em maio e outubro.

"Até à data, a informação que existe é que a operação da Ávoris com saída de Portugal ainda está para avançar", disse.