Afinal quanto custa a liberdade?
Quando achamos que já não vale a pena continuar a luta; quando sentimos que todo o esforço foi em vão anos de trabalho para alcançar objetivos, conquistar independência financeira, e no final… nada.
Queríamos uma casa, mas nunca a conseguimos. Tivemos de limitar o número de filhos um ou dois porque dificilmente lhes conseguiríamos garantir um futuro com dignidade. E, pior ainda, muitos de nós fomos obrigados a abandonar a nossa terra, os amigos e a família, arriscando a emigração, submetendo-nos a novas culturas, novos modos de vida e a enormes sacrifícios, tentando alcançar em menos tempo aquilo que o nosso próprio país nos negou.
Décadas mais tarde, continuamos a ver Portugal como um país atrasado em relação aos seus parceiros europeus, hoje profundamente marcado por uma imigração descontrolada, que veio substituir os portugueses, alimentada pela escravatura do século XXI e pelo tráfico humano legalizado.
A União Europeia, através do chamado Pacto da Migração e Asilo, prevê apoios financeiros que podem chegar aos 20 mil euros por cada requerente de asilo acolhido. Eis o verdadeiro motor do negócio da imigração ilegal.
Quando se desincentivou a natalidade para a substituir por este pacto migratório, não se tratou de solidariedade, mas de substituição populacional, vendida ao povo sob o disfarce humanitário.
Não será legítimo questionar se este processo não configura uma verdadeira traição à Pátria?
Foram empurrados para fora de Portugal mais de dois milhões de portugueses. Em contrapartida, entraram cerca de 1.700.000 imigrantes, chamados a desempenhar funções que, por falta de planeamento deliberado, se impediram os nossos de exercer.
Tudo isto à custa da destruição das famílias, separadas com o propósito silencioso de as enfraquece. Porque a família é o pilar de uma sociedade organizada e o socialismo tratou de a corroer ao longo de décadas.
Após 52 anos de democracia, temos um país fragmentado por partidos, dividido entre elites corruptas e trabalhadores esmagados por uma máquina do Estado tão pesada que ameaça colapsar a qualquer momento.
À porta de mais um ato eleitoral, quem desperdiçar a última oportunidade que a liberdade ainda concede para travar este desastre político, social e económico, não poderá dizer que nada podia ter feito.
A abstenção, voto branco ou nulo, não é neutralidade é cumplicidade.
Ainda resta uma réstia de democracia. Não se acovardem. Não digam que a política é apenas para os políticos.
Ainda vamos atempo de fazer jus ao slogan do 25 de Abril foi claro: “O povo é quem mais ordena.”Se é verdade que o 25 de Abril e o 25 de Novembro não teriam acontecido sem os militares, hoje existe uma arma diferente simples, pacífica e poderosa: o voto. Uma cruz num boletim pode transformar cidadãos conformados nos protagonistas de uma nova revolução democrática.
No próximo dia 8 de fevereiro, o povo terá a oportunidade de perceber quanto custa e quanto vale a LIBERDADE.
A. J. Ferreira