Dinamarca campeã da Europa em andebol pela terceira vez
A Dinamarca, vencedora dos últimos quatro mundiais, sagrou-se hoje pela terceira vez campeã europeia de andebol, ao bater a Alemanha (34-27) numa final inédita, confirmando perante os seus adeptos o estatuto de potência atual da modalidade.
Apesar da enorme prestação de Andreas Wolff (14 defesas), melhor guardião da prova, na baliza alemã, os dinamarqueses, um dos países organizadores da 17.ª edição do Campeonato da Europa, já venciam ao intervalo por 18-16 e somaram mais um título continental, depois de 2008 e 2012, sucedendo à França, vencedora em 2024.
A Dinamarca, liderada por Mathias Gidsel, melhor jogador e melhor marcador (68 golos) da competição, passa a deter em simultâneo os títulos mundial, europeu e olímpico, uma proeza antes só conseguida pelos gauleses.
Na rota para o terceiro título europeu, o favoritismo da tetracampeã mundial só foi colocado em casa no desaire (31-29) com Portugal, na última jornada da primeira fase.
No reencontro entre as duas formações, depois do 31-26 favorável aos dinamarqueses na Ronda Principal, o equilíbrio foi a nota dominante nos primeiros minutos, com vantagens mínimas e os dois guarda-redes Emil Nielsen e Andreas Wolff a somarem desde logo grandes defesas.
A Alemanha, com Koster em evidência no ataque, aproveitou as poucas brechas no agressivo sistema defensivo dinamarquês para se colocar em vantagem (5-4 e 6-5), mas a Dinamarca não cedeu e respondeu com ataques rápidos muito eficientes de Johan Hansen.
Com 8-7 favorável aos dinamarqueses, Tom Kiesler, uma das principais 'peças' defensivas da Alemanha, foi expulso e o adversário 'cavou' momentaneamente uma diferença de três golos (10-7), anulada pelos germânicos de imediato (12-12).
O jogo prosseguiu com uma ligeira superioridade da Dinamarca, destacando-se no marcador após a entrada do guardião suplente Kevin Moller, que, com defesas decisivas, permitiu a vantagem (18-16) da sua equipa ao intervalo.
A Alemanha entrou melhor na segunda metade e conseguiu igualar (19-19), mas os nórdicos, com uma ação defensiva pressionante que condicionava o ataque dos germânicos, recuperaram de imediato os dois golos de diferença.
Os guarda-redes continuavam a exibir-se em grande plano nas duas balizas -- Moller, com oito defesas, foi o melhor jogador da partida --, numa fase em que o marcador não mexeu durante cinco minutos.
A Dinamarca aumentou o ritmo de forma evidente a partir dos 40 minutos, conseguindo nesse período quatro golos à maior (26-22).
Wolff fez de tudo na baliza alemã, com algumas defesas 'impossíveis', para tentar manter a sua equipa no jogo, mas não foi 'herói' o suficiente para evitar o ascendente da formação dinamarquesa, que, de forma tranquila, geriu e aumentou a diferença até final.
No jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares, também realizado hoje, a Croácia, atual vice-campeã mundial, bateu a Islândia (34-33) e garantiu o bronze.
Portugal terminou o Euro2026 na quinta posição, a sua melhor prestação de sempre, impondo-se na sexta-feira à Suécia (36-35).