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Madeira

JSD Santana questiona como 32 lugares de estacionamento custam 4,5 milhões de euros

FOTO JSD MADEIRA
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A JSD Santana discorda da decisão da Câmara Municipal de Santana de avançar com um parque de estacionamento subterrâneo junto à Igreja de Santana, orçado em 4,5 milhões de euros para cerca de 32 lugares. "Feitas as contas, cada lugar custará mais de 140 mil euros. Com o valor deste estacionamento construíam-se mais de 20 casas a custos controlados", refere a JSD Santana.

O presidente da Câmara Municipal de Santana admitiu à imprensa escrita que “nunca lançou uma obra desta envergadura”. É esse o problema. Santana perdeu 15% da população numa década - a maior quebra percentual da Região - e tem hoje apenas um jovem por cada três idosos, um dos rácios mais baixos da Madeira. A obra de maior envergadura deste executivo camarário não pode, nem deve, ser um estacionamento para 32 viaturas.

 Segundo a JSD Santana, "os números da própria Câmara mostram a desproporção. Os 4,5 milhões equivalem a cerca de 40% de todo o Orçamento Municipal de 2026 e a mais do dobro de todo o investimento previsto para este ano. E mesmo que se queira criar mais estacionamento, esta nem sequer é a única forma de o fazer. Ao redor da Igreja existem vários terrenos em que o custo por lugar de estacionamento seria, certamente, menor. Seria uma solução que, para além de dar resposta à falta de estacionamento, criaria novas centralidades e alargaria a malha urbana de Santana. Concentrar milhões de euros num único ponto já consolidado é estrangular a cidade em vez de a expandir."

Para os jovens sociais democratas de Santana, "com uma obra desta envergadura, para onde vai a Banda Municipal de Santana se o estacionamento ocupar a sua sede? Vai ter uma nova, condigna com os seus 100 anos de história? O presidente da Câmara diz que a habitação é a prioridade do mandato. Mas o terreno de 51 mil metros quadrados, comprado em 2025 para criar uma nova área habitacional, continua em estudo, enquanto o estacionamento já tem projecto concluído e concurso anunciado para este ano. No Orçamento de 2026, a função “Habitação e Urbanismo” pesa apenas 5,5% do total e na mensagem que assina no documento o Presidente nem refere a habitação."

A JSD Santana "não é contra a requalificação do centro histórico. Mas quando há sempre dinheiro para mais festivais, e agora para um estacionamento de 4,5 milhões, mas nunca para mais uma casa, as prioridades estão trocadas. A capacidade financeira do município deve ser dirigida, em primeiro lugar, para a habitação a custos controlados para jovens e para a atração de investimento para Santana, que, por sua vez, trará mais pessoas, especialmente jovens, a viver no concelho.Santana precisa de quem cá queira viver, não de garagens de luxo."