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Orçamento do Estado Madeira

Chega acusa PSD e CDS de serem "autêntica farinha do mesmo saco e duas faces da mesma moeda"

Partido prepara as suas propostas para a Madeira no âmbito do Orçamento do Estado para 2027

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Foto Chega

As estruturas nacional e regional do Chega reuniram-se na Assembleia da República, em Lisboa, para definir as propostas do partido para a Madeira no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027). No encontro participaram o líder parlamentar Pedro Pinto, o presidente do Chega-Madeira, Hugo Nunes, e o deputado na República, Francisco Gomes.

Conforme refere o partido através de comunicado enviado esta quarta-feira à imprensa, a reunião serviu para fixar prioridades em áreas como a mobilidade aérea e marítima, fiscalidade, segurança, saúde, justiça, pescas, agricultura e apoio aos estudantes. Entre as medidas em preparação destacam-se a implementação integral do novo Mecanismo de Continuidade Territorial, o lançamento de um concurso internacional para uma ligação marítima regular de ferry (passageiros e carga) entre a Madeira e o continente, a comparticipação estatal de 50% em duas viagens para estudantes deslocados e a criação de um sistema fiscal próprio para a Região.

O Chega diz prever ainda propostas para suplementos de fixação para forças de segurança, Forças Armadas e funcionários judiciais, o reforço do contingente da PSP, uma majoração de 15% no financiamento da Universidade da Madeira e a cedência de património devoluto do Estado.

Francisco Gomes critica o PS por já ter sinalizado disponibilidade para viabilizar o Orçamento antes de conhecer a proposta formal:

PSD e PS passam o ano inteiro a fingir que são adversários e, quando chega o momento decisivo, entendem-se para manter tudo na mesma. São autêntica farinha do mesmo saco e duas faces da mesma moeda. O Chega fará exactamente o contrário: vamos discutir o Orçamento, apresentar propostas e lutar por aquilo que consideramos fundamental para a Madeira. Francisco Gomes, deputado do Chega em São Bento

Por sua vez, Hugo Nunes sublinha a urgência das medidas de transporte:

A mobilidade não é um luxo para quem vive numa ilha. Queremos o novo modelo de continuidade territorial finalmente a funcionar e queremos voltar a discutir seriamente uma ligação marítima regular de passageiros e carga. A Madeira não pode continuar refém da incompetência da República e da má vontade do Governo Regional. Hugo Nunes, presidente do Chega-Madeira

Já Pedro Pinto assegurou que as causas da Região terão espaço na estratégia parlamentar do partido:

Não vamos dar nenhum cheque em branco ao governo! Um Orçamento existe para ser discutido, alterado e melhorado. O Chega vai apresentar propostas para Portugal e terá também propostas concretas para a Madeira. Depois, PSD e PS terão de explicar aos madeirenses por que razão votam a favor ou contra cada uma delas. Pedro Pinto, líder do grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República

O deputado Francisco Gomes reforçou, por fim, que o partido actuará de forma firme na discussão do OE2027:

Não vamos para o debate do Orçamento fazer figura de corpo presente. Vamos lutar pela mobilidade dos madeirenses, pela redução dos impostos, pela segurança, pelos estudantes, pelas pescas e pela agricultura. Cada votação mostrará quem está efectivamente disponível para defender os interesses da Madeira. Francisco Gomes, deputado do Chega em São Bento