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Flávio Bolsonaro recebe apoio de Ronaldo Caiado que teve 2,18% de votos

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Foto EPA/ANDRE BORGES

Flávio Bolsonaro, do PL, recebeu ontem apoio de mais um candidato presidencial derrotado - Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em quinto lugar no último domingo durante a primeira volta, com 2,18%, pouco mais de 2,6 milhões de votos válidos.

Flávio Bolsonaro foi até Goiás, berço político de Caiado, que já foi governador, deputado federal e senador pelo estado, para receber apoio do aliado, embora o PSD, partido de centro, não tenha definido quem irá apoiar na segunda volta.

Durante pronunciamento, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio de Caiado e disse ainda que pretende "mudar a Constituição" para "redemocratizar o Brasil", uma vez que o PL elegeu a maioria dos parlamentares para o Congresso Nacional.

Nesse sentido, prometeu, caso eleito, diminuir a maioridade penal ao citar crimes violentos cometidos por jovens, a exemplo de tráfico, assassinato e violação de mulheres.

Há algumas semanas, o político conservador, de 77 anos, se referiu a Flávio Bolsonaro como um dos "maiores assaltantes do Brasil" e no comício em Goiás ontem, deu explicações às críticas que fez ao mais novo aliado.

"Ah, mas o Caiado foi duro com Flávio. Eu sou duro com todos. Eu entro na campanha duro. Eu excedi nas minhas críticas, eu queria ganhar, queria ser presidente", realçou Caiado ao dizer que entrará "de corpo inteiro por convicção" na campanha.

"Você está no segundo turno e tem o meu respeito", declarou Caiado logo após dizer que "Lula roubou o futuro do Brasil" e citou os escândalos de corrupção que o Partido dos Trabalhadores (PT) já esteve envolvido, e que a vitória de Flávio "será o troco" ao PT.

"Pode contar com o nosso apoio. Estamos à sua disposição para entrar onde for no nosso país e dizer que o Estado brasileiro não se curva ao crime e à bandalheira", completou.

Este é o segundo apoio formal que Flávio Bolsonaro recebe de um presidenciável, sendo o primeiro Romeu Zema, do NOVO, que foi governador de Minas Gerais, o segundo maior reduto eleitoral do país, mas só registou 0,27% nas urnas, ou seja, pouco mais de 326 mil votos válidos.

O ex-presidente brasileiro, Michel Temer (2016-2018), que sucedeu o Governo do PT após a destituição de Dilma Rousseff em 2016, usou as suas redes sociais para declarar apoio a Flávio.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro saiu na frente, com pouco mais de 2 milhões do atual Presidente, Lula da Silva, que tenta reeleição, na primeira volta do último domingo. Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos e o líder de esquerda do PT com 45,16%. de Lula

Com o cenário apertado e com índice alto de abstenção, ou seja, mais de 33 milhões de eleitores não que foram votar, as duas campanhas fazem apelo para que seus apoiantes convençam as pessoas a comparecerem nas urnas no próximo dia 25.

"Arruma um voto, um votinho a mais para mim e já estará me ajudando demais", afirmou Flávio em apelo aos seus apoiantes.

O candidato do PL foi até Goiás acompanhado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito por São Paulo, o estado brasileiro mais populoso e com maior número de eleitores do país.

Tarcísio declarou apoio a Flávio, embora o seu partido ainda não defindo quem irá apoiar na segunda volta.

Enquanto isso, outros dois grandes movimentos de centro, União Brasil e Partido Progressistas, devem oficializar na quarta-feira apoio a Flávio Bolsonaro, conforme adiantou a CNN Brasil.

Lula da Silva até o momento não conseguiu apoio de nenhum outro candidato a Presidente do Brasil derrotado nas eleições do último domingo.