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MNE israelita elogia Bolsonaro e lembra que Lula acusou Israel de genocídio

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel lembrou hoje que o recém-reeleito Presidente do Brasil, Lula da Silva, acusou o país de cometer genocídio em Gaza, referindo considerar o rival, Flávio Bolsonaro, "um amigo de Israel".

A declaração foi feita por Gideon Saar no âmbito de uma troca de mensagens nas redes sociais com o líder da oposição, Yair Lapid.

Segund Lapid, "dois aliados próximos do [primeiro-ministro israelita, Benjamin] Netanyahu, perderam ontem à noite [domingo] as eleições devido à elevada participação eleitoral", referindo-se também ao ex-Presidente sérvio Aleksandar Vucic.

"Para Lapid, o 'sabe-tudo', dois grandes amigos de Israel, como o Presidente da Sérvia Vucic e o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, são 'duas pessoas próximas de Netanyahu'", respondeu Saar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou Luiz Inácio Lula da Silva de afirmar que Israel está a cometer genocídio em Gaza e de comparar esta ofensiva, em que o exército israelita matou mais de 74.500 palestinianos, ao Holocausto.

Em contrapartida, afirmou que Bolsonaro prometeu transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém, o que constitui uma concessão a Israel, dada a ocupação de partes da cidade.

Saar acusou ainda Lapid de se manifestar contra Bolsonaro depois de o Presidente brasileiro "ter anunciado que não reconhece os resultados devido à sua alegação de prorrogação ilegal do horário de votação".

Na sua publicação nas redes sociais, o líder da oposição israelita aproveitou as mudanças eleitorais na Sérvia e no Brasil para incentivar a população israelita a mobilizar-se e a votar nas eleições de terça-feira, 27 de outubro, nas quais as sondagens dão vantagem ao bloco da oposição (do qual Lapid faz parte) sobre o de Netanyahu.

"Duvido que Lapid tenha a mínima ideia do que Vucic fez por Israel durante a guerra", continuou Saar.

"Virar as costas aos amigos de Israel e bajular aqueles que agem contra o país é mesquinho e uma degradação de valores, sem sequer considerar o nível de pensamento político aqui demonstrado", concluiu.

No entanto, Lapid esclareceu a sua mensagem original nas redes sociais, afirmando estar "muito insatisfeito com a vitória de Lula" e ser "sempre a favor do candidato pró-Israel".

Embora tenha afirmado que o apoio a Israel é "o critério mais importante" para apoiar um candidato, sustentou que "hoje, alinhar com Netanyahu é politicamente prejudicial em todo o mundo. Até mesmo em Israel".