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Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam novo ataque a Aden

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Os rebeldes Huthis reivindicaram hoje ter atacado Aden, a principal cidade do sul onde está sediado o Governo apoiado pela Arábia Saudita, após acusarem Riade de realizar ataques aéreos que mataram 16 pessoas em áreas que controlam.

"As nossas forças armadas visaram o inimigo saudita no chamado campo 'Al-Nasr' e na base naval de Aden", disse o porta-voz militar Huthi, Yahya Saree, indicando que estes locais estavam sob o controlo da coligação liderada pela Arábia Saudita.

Os combatentes pró-Irão atacaram Aden várias vezes nas últimas semanas, incluindo o palácio presidencial, segundo a agência France-Presse.

O Ministério do Interior do governo iemenita disse que o ataque de hoje atingiu o quartel-general da guarda costeira e um segundo edifício noutro local, segundo a agência de notícias Saba. No entanto, não referiu a base naval, localizada perto do aeroporto.

O canal de televisão Al-Masirah, controlado pelos Huthis, já tinha noticiado "uma série de ataques do inimigo saudita contra a capital Sanaa" e "cerca de vinte ataques desde esta manhã" contra a cidade portuária de Mokha.

A emissora apontou pelo menos quatro mortes em Sanaa num ataque a uma casa e "vários mortos e feridos" numa fábrica de cimento no distrito de Hamdan, perto da capital.

O diretor de saúde do distrito disse à Al-Masirah que seis mulheres e uma criança foram mortas no segundo ataque, que, acrescentou, teve como alvo as habitações dos trabalhadores da fábrica de cimento.

Segundo os Huthis, em Hodeida, um ataque saudita matou cinco membros da mesma família.

Na Arábia Saudita, a coligação que apoia o Governo iemenita anunciou ter intercetado hoje três mísseis balísticos, que tinham como alvo Riade e as cidades no oeste de Taif e Yanbu, um importante terminal petrolífero no Mar Vermelho, bem como um drone numa província oriental.

Duas explosões foram ouvidas na capital ao início da manhã de hoje e a Defesa Civil saudita emitiu uma série de alertas, rapidamente suspensos, instando os residentes a procurarem abrigo, incluindo os da região de Meca, onde se situa o local mais sagrado do Islão, referiu a AFP.

Os dois lados têm realizado ataques aéreos quase diariamente desde que recomeçou em julho o conflito no Iémen, iniciado em 2014.

Em setembro, os Huthis, que controlam grandes extensões de território, incluindo a capital Sanaa, assumiram o controlo da costa do Mar Vermelho do Iémen, e em desde o início de outubro intensificaram os ataques contra a Arábia Saudita, visando infraestruturas petrolíferas e aeroportuárias. Em meados do mês realizaram um dos ataques mais mortíferos no reino em anos, que atingiu o aeroporto internacional de Riade.

A guerra no Iémen já causou centenas de milhares de mortos num dos países mais pobres do mundo, que enfrenta uma grave crise humanitária.