Estados do Golfo pedem que comunidade internacional considere Huthis "grupo terrorista"
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) pediram hoje à comunidade internacional que designe os rebeldes Huthis do Iémen "como grupo terrorista" devido às suas "ameaças à paz" no Médio Oriente.
Composto por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Oman, o CCG pediu, num comunicado, que a milícia huthi seja "classificada como grupo terrorista e tratada da mesma forma que a comunidade internacional trata os grupos terroristas que ameaçam a paz, a segurança, o desenvolvimento e a prosperidade".
A declaração surgiu após uma reunião ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros desta aliança política e económica, que sublinhou que se deve parar "toda a ajuda" que permita a este grupo insurgente aliado do Irão "adquirir mísseis e drones".
Vários países, como os Estados Unidos, o Canadá ou os Emirados Árabes Unidos, já designaram os Huthis como uma organização terrorista, apesar dos avisos da ONU de que isso pode ter graves consequências humanitárias para a população que vive em áreas do Iémen sob controlo dos rebeldes.
A reunião de hoje, realizada na capital do Bahrein, Manama, centrou-se na escalada de ataques entre os Huthis e a Arábia Saudita, país cujos ativos energéticos e instalações civis estão a ser alvo de ataques do movimento xiita que provocaram dezenas de feridos e mortos.
O CCG reafirmou a solidariedade com Riade e reiterou o seu apoio a "todas as medidas que adote para salvaguardar a sua soberania e proteger a sua segurança e interesses", e que a estabilidade dos Estados árabes do golfo Pérsico "é indivisível".
"Qualquer ataque contra um Estado-membro é um ataque direto contra todos os Estados do CCG, de acordo com o Acordo de Defesa Conjunta", lê-se na declaração, onde refere o direito à legítima defesa, tanto individual como coletiva, ao abrigo do artigo 51 da Carta das Nações Unidas.