Pelo menos quatro pessoas morreram em ataques russos
Pelo menos quatro pessoas morreram nos bombardeamentos russos que atingiram infraestruturas energéticas e ferroviárias, centros comerciais e edifícios residenciais desde a noite passada, declarou o primeiro-ministro da Ucrânia, Serhiy Koretskyi, na rede social X.
"Em Kiev, um drone atingiu um edifício de 24 andares, matando duas pessoas. Em Korotych, na região de Kharkiv, um ataque destruiu duas casas, matando duas pessoas e ferindo onze", afirmou o chefe do Governo ucraniano.
Koretskyi denunciou ainda ataques a uma universidade na cidade de Kremenchuk - na região de Poltava, no centro do país, e a um centro comercial em Uman, na região de Cherkasy, também no centro da Rússia.
Uma fonte da empresa proprietária do centro comercial de Uman - a cadeia de lojas de materiais de construção e artigos para o lar Epitsentr - disse à agência de notícias EFE que outras três das suas grandes unidades foram "destruídas" em ataques russos em Kovel [região de Volyn, no noroeste], Dubno [na região de Rivne] e Pervomaisk [em Mykolaiv, no sul], nas últimas 24 horas.
O primeiro-ministro ucraniano acrescentou que a Rússia atacou as infraestruturas energéticas em Kiev, Volyn, Odessa (sul) e Mykolaiv.
Estabelecimentos comerciais também sofreram danos em Volyn, Lviv (oeste), Odessa e Jitomyr (centro-norte). Várias pessoas ficaram feridas em Poltava, Lviv, Cherkasy e Chernihiv (norte), segundo o próprio Koretskyi.
A Rússia está a conduzir uma campanha agressiva de ataques contra a retaguarda ucraniana, cuja eficácia se deve, em grande parte, aos drones com motor a jato que as forças do Kremlin agora utilizam.
Por sua vez, o governador da região russa de Bryansk, Egor Kovalchuk, informou que um homem morreu após o impacto de um drone contra o seu veículo enquanto transitava pela localidade de Klimovo. O incidente deixou ainda uma pessoa ferida.
O Ministério da Defesa russo declarou que os sistemas de defesa antiaérea do país abateram 373 drones nas últimas horas em várias regiões, incluindo a zona de Moscovo e a península da Crimeia - que foi anexada pela Rússia em 2014.