DNOTICIAS.PT
País

Resolvidas falhas informáticas que afectaram centros de saúde e hospitais do SNS

None
Foto Lusa

Os constrangimentos que afetaram desde as 10:00 de hoje, os sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde já foram resolvidos, anunciaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

"Por volta das 15:00 horas as equipas técnicas já haviam conseguido repor praticamente todos os serviços e sistemas, designadamente o Registo Nacional de Utentes e a Prescrição Eletrónica Médica (PEM)", referem os SPMS em comunicado.

Segundo a entidade que gere os serviços de suporte e as tecnologias de informação do Serviço Nacional de Saúde, os constrangimentos deveram-se a uma interrupção de energia no 'data center' do norte dos SPMS que provocou falhas nos sistemas de apoio aos centros de saúde e hospitais do SNS.

"Esta falha tem uma origem diferente da que ocorreu no passado 12 de junho", que afetou os serviços e sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde.

Hoje, explicam, ocorreram duas interrupções sucessivas: "A primeira foi resolvida de imediato, sem consequências relevantes, mas a segunda causou indisponibilidade nos sistemas de informação".

Os SPMS contam ter até ao final deste ano uma nova infraestrutura apoiada por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que assegurará "a redundância em tempo real dos principais sistemas do SNS".

Sublinha que este investimento reforçará "a segurança e desempenho das plataformas informáticas do Serviço Nacional de Saúde".

"Mais se informa que o atual 'data center' dos SPMS tem tido diversas intervenções de melhoria, prevendo-se para breve a reformulação da sua arquitetura energética", refere o comunicado.

A falha no sistema informático foi denunciada à Lusa pela Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que alertou para a indisponibilidade da Prescrição Eletrónica Médica (PEM) e do Registo de Saúde Eletrónico (RSE) em várias unidades locais de saúde (ULS).

A vice-presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, afirmou que os médicos estavam impossibilitados de passar receitas e de consultar os processos eletrónicos dos doentes.

"Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho", disse a dirigente sindical, que lamentou que os utentes sejam os mais prejudicados, sobretudo os que tinham hoje consulta num centro de saúde ou num hospital.

A falha no sistema informático também condicionou o acesso às prescrições nas farmácias.