Sapadores do Funchal assumem valência de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas
A Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal será responsável por operar a capacidade regional especializada de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), contando com o apoio das equipas de 1.º alarme dos diferentes Corpos de Bombeiros da Madeira e do Porto Santo.
A indicação é deixada pelo Serviço Regional de Protecção Civil, através de comunicado, que surge no âmbito de uma formação prática nos Açores, que se inicia este domingo, e que conta com um grupo de 18 bombeiros madeirenses, elevando para 30 o número de operacionais abrangidos este ano por um programa estratégico destinado a criar uma capacidade regional de busca e resgate em estruturas colapsadas.
O segundo grupo de bombeiros em formação vai estar na ilha Terceira, nos Açores, até 29 de Outubro, prosseguindo a regional de busca e resgate em estruturas colapsadas Colapsadas, dando continuidade à componente teórica, que teve lugar no Centro de Formação e Treino de Emergência e Proteção Civil da Madeira.
Neste grupo estão integrados operacionais da Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal e dos Corpos de Bombeiros da Calheta, Câmara de Lobos e Santana. A iniciativa resulta do protocolo de cooperação celebrado entre os Serviços Regionais de Protecção Civil da Madeira e dos Açores, em Outubro de 2025.
"Esta formação integra uma estratégia mais abrangente, orientada para a constituição progressiva de um módulo regional de busca e resgate urbano de capacidade média (Medium Urban Search and Rescue – MUSAR), tendo como referência os princípios e procedimentos da doutrina internacional INSARAG", explica a nota à imprensa.
O projecto contempla a formação especializada, a organização das equipas, a definição de procedimentos operacionais, o treino e a aquisição de equipamentos técnicos e de proteção individual. O objectivo passa por criar condições para uma resposta estruturada, segura e interoperável.
Não estamos apenas a formar bombeiros ou a adquirir equipamentos. Estamos a construir uma capacidade operacional multifacetada para a Madeira e Porto Santo, assente na especialização, na complementaridade e no trabalho em rede. Richard Marques, presidente do SRPC
Richard Marques destaca ainda que "a parceria com os Açores demonstra que a partilha de conhecimento, experiência e recursos permite acelerar o desenvolvimento de capacidades próprias e complementares. A insularidade coloca-nos desafios particulares, tornando ainda mais importante reforçar a autonomia operacional, a interoperabilidade e a preparação conjunta para situações de elevada complexidade".