Paquistão ordena inspeções em escolas depois da derrocada que matou 35 pessoas
As autoridades paquistanesas ordenaram inspeções a todas as escolas privadas da província de Khyber Pakhtunkhwa, após o colapso do telhado de uma escola que matou 34 crianças e um professor, divulgou hoje a imprensa internacional.
Segundo as indicações do governo, que a agência de notícias Associated Press (AP) teve acesso, o departamento de educação de Khyber Pakhtunkhwa deve criar comités distritais para inspecionar as instalações das escolas privadas em toda a província, devendo apresentar os resultados e recomendações no prazo de três dias.
As inspeções devem abranger tanto os imóveis próprios como os arrendados. Entre os elementos a verificar nos edifícios estão os telhados, tetos, paredes, colunas, vigas, fundações e escadarias.
De acordo com a ordem, os distritos devem exigir uma avaliação técnica urgente e classificar as instalações escolares em categorias: seguras, com necessidade de reparação ou melhoria, ou potencialmente inseguras.
O governo da província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão, anunciou a abertura de uma investigação às causas do desabamento do telhado da escola privada Al-Khair, na quinta-feira, que provocou a morte de 34 crianças e de um professor.
Pelo menos um familiar das vítimas disse que alertou o proprietário da escola para a existência de infiltrações.
Na quinta-feira, a polícia deteve o proprietário da escola, Mohammad Khan. O chefe da polícia de Peshawar, Saeed Ahmed, afirmou que o edifício apresentava fragilidade estrutural.
Khan justificou aos polícias que as chuvas recentes tornaram os telhados mais frágeis.
As equipas de emergência chegaram ao local do desabamento cinco minutos após o alerta e todas as pessoas que estavam debaixo dos escombros foram resgatadas até ao encerramento da operação, ainda na quinta-feira.
De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência de Peshawar, as equipas retiraram pelo menos 40 crianças vivas dos escombros.
O telhado que ruiu era uma estrutura tradicional feita de barro e tijolos e algumas das crianças que ficaram presas debaixo dos escombros morreram por asfixia, informou Faizi.