NATO diz manter os alertas após ataques a cargueiros ao largo da Bulgária
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou hoje que a organização vai continuar a monitorizar a situação de segurança no Mar Negro após o ataque, atribuído à Rússia, a um cargueiro, que naufragou ao largo da Bulgária.
"Já reforçámos a nossa presença ao longo do flanco leste e continuaremos a monitorizar a situação de segurança, ajustando a nossa postura de dissuasão e defesa conforme necessário", indicou Rutte numa mensagem partilhada nas redes sociais.
Rutte disse ter conversado com o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, sobre os recentes ataques contra navios da marinha mercante no Mar Negro.
"A NATO vai continuar a colaborar estreitamente com os nossos aliados no Mar Negro", concluiu.
Um cargueiro afundou-se e outro foi danificado em ataques com drones na última madrugada, muito perto das águas territoriais búlgaras no Mar Negro, confirmou o Governo da Bulgária, indicando que tudo aponta para a responsabilidade da Rússia.
Radev disse que as autoridades não dispõem de "provas sólidas e claras para imputar responsabilidade a qualquer uma das partes", mas acrescentou que "a lógica (...) aponta para a Federação Russa", motivo pelo qual convocou a embaixadora de Moscovo em Sófia para pedir explicações.
As equipas de resgate localizaram com vida cinco dos 16 marinheiros que viajavam no navio afundado, enquanto prosseguem as buscas pelos outros 11.
Trata-se, ao que tudo indica, do "Azov Concord", um cargueiro com pavilhão de São Vicente e Granadinas que viajava da Roménia para a Turquia, segundo a agência especializada em transporte marítimo Maritime.bg.
As autoridades búlgaras ainda não confirmaram oficialmente o nome do navio.
A embarcação foi atacada a 17 milhas náuticas (27 quilómetros) da cidade costeira búlgara de Krapets, perto da fronteira com a Roménia.
No outro ataque, a 18 milhas (29 quilómetros) de Byala, o cargueiro de propriedade ucraniana "Chelsea 3" --- que navegava com pavilhão de Malta ficou danificado, segundo o governador da região búlgara de Varna, Mario Smrkov, em conferência de imprensa.
Radev classificou como inaceitáveis estes ataques contra os cargueiros.
O primeiro-ministro búlgaro tem-se oposto a que a União Europeia ajude a Ucrânia a defender-se da agressão russa e considerou também que a península ucraniana da Crimeia, ocupada ilegalmente por Moscovo, é "de facto" território russo.
Hoje, a Comissão Europeia condenou de forma veemente os ataques contra os navios da marinha mercante ao largo da Bulgária, no Mar Negro.