Mulher que sobreviveu a duas injeções letais nos EUA teve alta hospitalar
A norte-americana Christa Pike, que há 10 dias sobreviveu a duas injeções letais no estado do Tennessee, teve alta do hospital onde estava internada, em Nashville, anunciaram hoje os seus advogados.
Christa Pike, de 50 anos, condenada à morte em 1996, regressou à prisão de segurança máxima feminina do Tennessee, em Nashville, agora conhecida como Centro de Reabilitação Debra K.Johnson.
Num comunicado hoje divulgado, citado pela agência EFE, os advogados de Christa Pike dizem que "está grata às equipas de emergência e à sua equipa médica pela atenção recebida nestas circunstâncias extraordinárias".
A reclusa continuará a receber cuidados médicos na prisão, onde o seu estado de saúde será acompanhado.
Em 30 de setembro, Christa Pike sobreviveu a duas injeções letais, o que obrigou à suspensão da sua execução e ao seu internamento num hospital, onde permaneceu inconsciente durante vários dias.
De acordo com os seus advogados, em resultado da execução falhada, Christa Pike tem agora um coágulo sanguíneo num dos braços, desenvolveu uma pneumonia e não consegue engolir.
Após o sucedido, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas para o resto do ano, não tendo ficado ainda esclarecido se irá solicitar nova ordem para aplicação da pena de morte à mulher de 50 anos.
Christa Pike seria a primeira mulher a ser executada naquele estado norte-americano em cerca de 200 anos.
O Tennessee executou 17 pessoas desde o restabelecimento da pena de morte nos Estados Unidos, em 1977, segundo dados do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, uma organização sem fins lucrativos que divulga dados, estatísticas, relatórios e análises sobre a pena de morte e a sua aplicação, com foco principal nos Estados Unidos.
Atualmente há 42 pessoas no corredor da morte do estado do Tennessee.
Christa Pike foi condenada à morte pelo homicídio, ocorrido em 1995, de uma colega de turma, Colleen Slemmer, de 19 anos. Christa Pike tinha 18 anos na altura do crime.
O namorado de Pike na altura, Tadaryl Shipp, tinha 17 anos quando o crime aconteceu, razão pela qual escapou à pena de morte, tendo sido condenado a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional.
Uma terceira pessoa esteve envolvida no crime, Shadolla Peterson, na altura com 18 anos, que acabou por aceitar um acordo com o Ministério Público para testemunhar contra Christa Pike e Tadayl Shipp e foi condenada a seis anos de liberdade condicional.