Emanuel Câmara critica redução do subsídio social de mobilidade por trajecto
Depuatdo socialista na Assembleia da República fala em "atentado à inteligência e aos bolsos dos madeirenses e porto-santenses"
Emanuel Câmara não concorda com o que diz ser a redução de 50% do tecto máximo das viagens entre a Madeira e o continente, quando o bilhete é comprado isoladamente (ou só ida, ou só regresso).
O deputado madeirense eleito pelo PS à Assembleia da República refere-se à definição do montante máximo de 200 euros por trajecto nessas circuntâncias, de acordo com os novos diplomas que agora entraram em vigor.
Para o parlamentar socialista estamos perante um "atentado à inteligência e aos bolsos dos madeirenses e porto-santenses, que vão pagar mais para viajar". No seu entender, o problema será mais evidente sobretudo nas alturas de maior procura, quando "os cidadãos acabavam por optar por comprar trajectos individuais, com o subsídio pago de imediato até ao valor de 400 euros por trajecto, os madeirenses passam a poder receber apenas até ao valor máximo de tarifa de 200 euros, penalizando as famílias madeirenses", explica, em comunicado.
A par disso, volta a criticar a necessidade de os cidadãos terem a sua situação regularizada junto das Finanças e da Segurança Social para poderem usufruir do Subsídio Social de Mobilidade, sendo entendido como um "facto de injustiça e de desigualdade para os residentes nas ilhas".
Com farpas ao Executivo madeirense, da mesma cor política que o Governo de Luís Montenegro, na República, Emanuel Câmara critica o que diz ser falta de poder negocial de Miguel Albuquerque e do seu governo em Lisboa.
E como se não bastassem "as medidas penalizadoras e discriminatórias para os residentes nas Regiões Autónomas", que hoje entraram em vigor, Emanuel Câmara aponta o dedo às contradições entre elementos do próprio Executivo, nomeadamente entre os ministros das Finanças e das Infraestruturas e Habitação, "reveladoras da displicência com que o Governo trata de uma matéria tão cara aos madeirenses e açorianos, como é a mobilidade e a continuidade territorial", podemos ler num comunicado remetido esta tarde às redacções.
"Para o deputado socialista, chega a ser penoso ver o desconhecimento que o ministro das Finanças mostrou em relação a este dossiê, ao afirmar que os madeirenses «só pagam aquilo que lhes cabe», quando aquilo que vai acontecer é os residentes nas Regiões terem de continuar adiantar o valor total da passagem, para só depois receberem o reembolso", acrescenta a mesma nota, com o deputado socialista a referir que em vez de ser simplificado, o processo torna-se cada vez mais burocrático, "violando direitos e discriminando os madeirenses e porto-santenses".
"Estamos perante um Governo que andou a voar às voltas e que acabou por se despenhar nesta matéria do subsídio de mobilidade, com consequências nefastas para os portugueses que vivem nas ilhas e que deviam ser tratados como todos os outros cidadãos nacionais", resume Emanuel Câmara.