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Eleições Presidenciais Madeira

Candidatura de António Filipe aponta falhas na saúde e defende cumprimento da Constituição

“É inadmissível que existam ruturas de stock de medicamentos essenciais para o cancro”, diz mandatário

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O mandatário regional da candidatura de António Filipe às eleições presidenciais, Artur Andrade, apresentou hoje, no Funchal, as linhas centrais da intervenção do candidato no domínio dos direitos sociais, numa iniciativa política da candidatura junto ao Centro de Saúde da Nazaré. Na ocasião, sublinhou o compromisso de “cumprir e fazer cumprir” a Constituição da República Portuguesa e de proteger os direitos de quem vive e trabalha.

Para Artur Andrade, a Lei Fundamental não pode ser encarada como um conjunto de intenções teóricas. “Esta candidatura surge para garantir que os direitos sociais de Abril sejam uma realidade vivida pelos cidadãos e não apenas palavras escritas no papel”, afirmou, defendendo a Constituição “a que protege o povo” e criticando propostas de revisão constitucional que, segundo disse, visam “retirar direitos e desproteger o povo”.

O mandatário regional apontou ainda críticas ao estado dos serviços públicos, considerando “inaceitáveis” os longos tempos de espera por consultas e cirurgias, e foi particularmente incisivo no direito à saúde. “É inadmissível que existam ruturas de stock de medicamentos essenciais para o cancro”, afirmou, sublinhando que um Presidente da República não pode assistir a essas situações “com indiferença”. Segundo Artur Andrade, António Filipe usará “todos os seus poderes constitucionais” para garantir o cumprimento dos deveres do Estado e do Governo Regional.

A candidatura responsabiliza igualmente os Governos da República e da Região por opções políticas que, na sua perspectiva, favorecem grandes empresas e interesses privados. “Vemos uma vontade constante de servir os interesses privados enquanto quem trabalha e paga os seus impostos é deixado para trás”, afirmou, garantindo que, com António Filipe em Belém, haverá “uma oposição firme” a esse caminho.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.