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Proprietários do bar incendiado na Suíça garantem que assumem responsabilidades

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Jacques e Jessica Moretti, os franceses proprietários do bar destruído por um incêndio na noite de Ano Novo na estância de esqui suíça de Crans-Montana, garantiram hoje que não se "escusariam" no quadro do inquérito em curso.

"Estamos devastados e invadidos pelo desgosto", anunciaram os proprietários do Constelação, em comunicado recebido pela AFP, que constitui a primeira declaração pública do casal, depois da abertura, no sábado, de um inquérito que os visa por "homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndios por negligência".

O drama, que causou 40 mortos e 116 feridos, foi provocado, segundo o inquérito, por velas que libertam faíscas, que entraram em contacto com o teto. Os clientes do bar, maioritariamente adolescentes e jovens adultos, ficaram cercados pelas chamas.

O inquérito deve investigar a conformidade dos trabalhos realizados pelo casal em 2015, os materiais utilizados, as vias de socorro e saída, os meios de extinção, bem como o respeito das normas em matéria de incêndio, em particular a colocação de um teto falso com material insonorizante, que parece ter-se incendiado rapidamente.

Hoje, as autoridades comunais admitiram que não tinham sido feitos controlos de segurança e incêndio ao estabelecimento entre 2020 e 2025.

Em comunicado emitido pelos seus advogados, o casal assegurou que faz "confiança total nos investigadores para fazer toda a luz e dissipar as interrogações".

Segundo um conhecedor do assunto, Jacques Moretti era um conhecido da justiça francesa, por um caso de proxenetismo. Esteve mesmo detido na Saboia em 2005 e depois, em 2008, foi mesmo condenado a uma pena de prisão.

Segundo o Dauphiné Libéré, tinha sido então acusado de recrutar mulheres jovens em França para as fazer trabalhar em um salão de massagem em Genebra.

A mesma fonte indicou que a sua condenação foi acompanhada de interdição de gerir empresas em França.

Outra fonte acrescentou que Jacques Moretti já tinha tido estado envolvido em outros sete casos, estes relativos a fraude, mas que nunca tinha sido condenado.

No fim do inquérito em curso, o Ministério Público de Valais vai decidir se arquiva ou acusa.

Entretanto, os Moretti não foram sujeitos a prisão preventiva nem domiciliária.