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Bolsas mundiais batem recordes após ataque dos EUA

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Foto EPA

As bolsas mundiais estão a registar máximos históricos, numa altura de tensão entre os EUA e a Venezuela, após o ataque de Washington, que levou à captura do Presidente Nicolás Maduro.

Destacam-se as bolsas de Wall Street, com o índice Dow Jones a subir 1,4%, de Frankfurt, que ganhou 1,34%, Londres, que ascendeu 0,54%, e Madrid, que progrediu 0,7%.

Entre as principais subidas estão também as bolsas de Milão, com ganhos de 1,04%, um máximo desde dezembro de 2000, e Paris, que progrediu 0,2%, ficando 100 pontos abaixo do seu máximo, registado em novembro passado.

Na Ásia, alguns mercados também fecharam com recordes, como Seul, que somou 3,43%, com um impulso das tecnológicas, e Tóquio, que aumentou 2,1%.

Por sua vez, Xangai cresceu 1,38% e Hong Kong 0,03%.

Estes ganhos ocorrem numa altura de tensão e incerteza, gerada pelo ataque dos EUA à Venezuela.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram hoje breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às alegadas acusações de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de droga e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

A Venezuela detém 17% das reservas mundiais de crude.

Este cenário internacional beneficiou também os metais preciosos, com o preço da onça de ouro a subir 2,62% para 4.445,86 dólares e o da prata a ganhar 5,81% para 77,05 dólares.

A bitcoin também avançou hoje 2,79% para 93.783 dólares.

Contudo, o euro caiu face ao dólar, pela terceira sessão consecutiva, atingindo 1,1716 dólares.