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Cotrim Figueiredo aponta "violação grosseira" do direito internacional na invasão da Venezuela

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Foto Lusa

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou hoje que houve uma "violação grosseira" do direito internacional por parte dos Estados Unidos na intervenção na Venezuela, o que disse ser inaceitável.

"O que me parece mais importante nesta fase, passadas 36 a 48 horas da operação inicial, é dizer que, de facto, há uma violação grosseira do direito internacional para depor um ditador que a comunidade internacional não conseguiu depor pelos meios diplomáticos e políticos normais, portanto, há uma responsabilidade da comunidade internacional", afirmou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.

Depois de uma corrida de cerca de três quilómetros entre as Docas (Alcântara) e o Palácio de Belém, em Lisboa, para assinalar o arranque da campanha oficial às presidenciais de 18 de janeiro, o eurodeputado ressalvou que as violações do direito internacional não são aceitáveis porque é a institucionalização da lei do mais forte.

Como candidato a Presidente da República, Cotrim Figueiredo considerou ser da sua responsabilidade defender o direito internacional.

"Essa é a única forma que temos de garantir que os nossos interesses não são espezinhados à primeira oportunidade de um qualquer autoritário ou ditador", sublinhou.

O ex-presidente da IL criticou ainda o facto de "uma série de outros autocratas" terem vindo atacar e condenar esta operação dos americanos na Venezuela quando ficaram calados quando a Rússia invadiu a Ucrânia e, aliás, quando a Rússia invadiu a Crimeia já há 11 anos.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de excepção.

Não ir à segunda volta será uma derrota, diz candidato

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo assumiu hoje que falhar a passagem à segunda volta das eleições de 18 de janeiro será uma derrota pessoal.

"Já disse que não ir à segunda volta, para mim, é uma derrota e é uma derrota que eu assumirei pessoalmente na hora, mas não vai acontecer", previu o candidato, depois de uma corrida de cerca de três quilómetros das Docas (Alcântara) até ao Palácio de Belém, em Lisboa.

No dia oficial do arranque da campanha eleitoral para as eleições presidenciais, à qual concorrem 11 candidatos, o eurodeputado, que correu equipado e acompanhado com cerca de 50 apoiantes, confessou estar cada vez mais confiante de que vai à segunda volta e, depois, vai ganhar as eleições e ocupar o Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República.

"Há dois meses, quando lancei a candidatura no Centro Cultural de Belém, muitos riram e poucos acreditaram, mas hoje já ninguém se ri, muitos acreditam e estes, que estão comigo, têm a certeza absoluta de que estamos na segunda volta", insistiu.

Cotrim Figueiredo, que fez a corrida em cerca de 15 minutos, referiu que se as pessoas querem mudança não podem votar nos candidatos dos partidos do costume, nem naqueles que nem sequer vão chegar à segunda volta, nem naquele [referindo-se a André Ventura] que acha que vai chegar à segunda volta, mas depois perde com todos.

"Portanto, se as pessoas querem uma alternativa realista para efetivar a mudança, uma mudança ambiciosa, mas com segurança e sem rutura com as instituições que nos servem, apesar de tudo bastante bem, só têm uma alternativa que é a minha candidatura", frisou.

O ex-presidente da IL ressalvou que as pessoas só podem querer uma mudança porque, no estado atual, o país não está a dar resposta aos problemas que as pessoas têm hoje, mas, sobretudo, às oportunidades que querem ter amanhã.

"Quero que os portugueses estejam preparados para aquilo que aí vem e não achem que fazer mais do mesmo ou ficar parados é sinónimo de segurança ou de sucesso, não é. Temos que nos preparar para fazer diferente e para fazer melhor", concluiu.

O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.