Cruz Vermelha cria linha para recolha de donativos e dá apoio no terreno
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) ativou um fundo nacional de emergência de recolha de donativos para apoiar as comunidades afetadas pela Tempestade Kristin, dando também apoio às autoridades no terreno.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela instituição, a plataforma "Portugal precisa de si", disponível no 'website' da CVP, "vai centralizar apoios, garantir transparência na utilização dos recursos e direcionar de forma rápida e flexível os donativos para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno, nomeadamente apoio humanitário imediato, recuperação de meios essenciais e reforço da capacidade operacional".
A Cruz Vermelha considera que a plataforma "irá permitir assegurar uma resposta ajustada à evolução da situação e às prioridades reais das populações afetadas e reforçar a resposta e atuação no terreno", que decorre em estreita articulação com a Proteção Civil, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e as estruturas locais da CVP, para assegurar complementaridade de meios e uma resposta integrada.
A operação da CVP integra apoio médico e logístico, com dezenas de ambulâncias mobilizadas em articulação com o INEM, bem como a disponibilização de geradores de energia para Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e para corpos de bombeiros.
Foram igualmente ativadas comunicações por satélite (da rede Starlink) e projetadas equipas especializadas, incluindo a viatura de comunicações da Cruz Vermelha Portuguesa, reforçando a capacidade de resposta nas áreas mais afetadas.
Plataforma para donativos está disponível no link https://apoiar.cruzvermelha.pt/portugalprecisadesi.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.