Há 24 anos que não se criavam tantas empresas na Madeira
Em 2025 foram criadas 1.580 empresas contra 434 dissoluções, resultando em saldo positivo de 1.146 constituições face a dissoluções de sociedades
O ano de 2025 terminou com mais de três vezes o número de sociedades constituídas face às dissolvidas, resultando num saldo positivo de 1.146 entre nascimentos e mortes de empresas. Desde o ano 2001 que não eram criadas tantas empresas da Madeira.
De acordo com dados fornecidos pela Direção Geral da Política de Justiça ao Instituto Nacional de Estatística e hoje divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira, contaram-se 1.580 constituições de sociedades com sede na Região Autónoma da Madeira, "superior ao número de dissoluções (434), resultando num saldo positivo" melhor do que em 2024 (962). "Comparativamente a 2024, observaram-se mais 22 constituições e menos 162 dissoluções", destaca.
"É de salientar que o número de constituições foi o mais elevado dos últimos 24 anos e o saldo entre constituições e dissoluções revelou-se o mais alto desde 2005", destaca a DREM.
Desagregando os dados de acordo com a Actividade Económica das sociedades "constata-se que para o saldo global positivo no ano em referência, contribuíram essencialmente o 'Alojamento, restauração e similares' (+220), os 'Transportes e armazenagem' (+211), a 'Construção' (+153), as 'Atividades imobiliárias' (+114), e as 'Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares' (+105). Em sentido inverso, a única atividade com saldo negativo foi a 'Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição' (-2)", realça a entidade estatística.
Por concelho, neste ano "o número de constituições foi superior ao de dissoluções nos 11 municípios da RAM", com liderança "no Funchal (998 contra 286), Santa Cruz (162 contra 40), Câmara de Lobos (98 contra 19), Calheta (65 contra 14), Ponta do Sol (54 contra 7), Machico (80 contra 34), Ribeira Brava (46 contra 12) São Vicente (28 contra 8), Porto Moniz (16 contra 2), Porto Santo (17 contra 5) e Santana (16 contra 7)".
Apesar disso, em 2025, "o rácio entre constituições e dissoluções na RAM foi de 3,64, ligeiramente inferior ao valor observado para o País (3,70)", como referimos inicialmente.
"Reduzindo o âmbito da análise ao 4.º trimestre de 2025, observa-se que o saldo entre constituições e dissoluções de sociedades (+205) contribuiu para a evolução anual acima referida" e "comparativamente ao 4.º trimestre de 2024, em que o saldo havia sido de +240, notou-se que houve uma diminuição quer no número de constituições de novas sociedades (de 383 para 338) quer no número de dissoluções (de 143 para 133)".
Por actividade nesse 4.º trimestre, "observa-se que o saldo positivo mais pronunciado veio do 'Alojamento, restauração e similares' (+39), da 'Construção' (+32), das 'Atividades imobiliárias' e das 'Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares' (+27) e do 'Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos' (+26)", diz a DREM. "Em sentido inverso, a 'Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio', 'Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição' e as 'Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas' (-1) foram as únicas em que o número de dissoluções ultrapassou o de constituições", aponta.
Por fim, "em relação aos municípios que mais contribuíram para o valor do saldo global no 4.º trimestre de 2025 foram o Funchal (+153), Câmara de Lobos (+14), Santa Cruz (+11), Ponta do Sol (+7), Calheta e Machico (+6)", conclui.