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André Ventura altera agenda em Espinho devido ao mau tempo

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Foto Lusa

O candidato a Presidente da República André Ventura cancelou a arruada prevista para a manhã de hoje, em Espinho, e vai participar numa recolha de bens essenciais para as populações afetadas pelo mau tempo.

A candidatura informou esta noite os jornalistas que, "devido ao estado de calamidade, o candidato presidencial André Ventura irá cancelar a arruada" que estava marcada para as 11:30, em Espinho, distrito de Aveiro.

Na quinta-feira, o Governo decidiu decretar a situação de calamidade em cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira (distrito de Coimbra), a norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras (no distrito de Lisboa), a sul. Ou seja, o concelho de Espinho não está abrangido.

Este era o primeiro ponto do dia da campanha de André Ventura para a segunda volta das eleições presidenciais, que vai disputar a 08 de fevereiro com António José Seguro.

Em vez disso, o candidato e líder do Chega "irá organizar uma recolha de bens de primeira necessidade para apoiar as populações afetadas pela última tempestade", no Largo da Câmara Municipal de Espinho, indicou a candidatura numa mensagem divulgada à comunicação social.

Na quinta-feira, a candidatura presidencial de António José Seguro também decidiu cancelar a sessão de campanha prevista para essa noite em Almeirim, no distrito de Santarém, devido à tempestade que afetou a região e ativou planos de emergência no distrito.

André Ventura visitou na quinta-feira a cidade de Leiria, uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias, para ver alguns dos estragos, e disse estar "bastante impressionado" com o "grau de devastação" que encontrou.

O candidato apoiado pelo Chega defendeu também que os políticos devem "ir ao terreno, ouvir as pessoas".

O decreto de situação de calamidade abrange o período entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro e pode ser estendido a outros municípios por despacho da ministra da Administração Interna, sem necessidade de nova reunião do Conselho de Ministros, segundo indicou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.