Pagamentos do PRR ultrapassam 11.000 ME e execução atinge 61%
Os pagamentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ultrapassaram os 11.000 milhões de euros até esta quarta-feira e a execução fixou-se nos 61%, quando faltam pouco mais de seis meses para o fim do plano.
De acordo com o último relatório de monitorização, os pagamentos aos beneficiários do PRR atingiram 11.069 milhões de euros, o que representa 50% do montante contratado e 51% do aprovado.
A execução está nos 61%, a cerca de seis meses do fim do prazo dado por Bruxelas para a concretização do plano.
Com os maiores valores recebidos estão as empresas (3.964 milhões de euros), as entidades públicas (2.292 milhões de euros), as autarquias e áreas metropolitanas (1.600 milhões de euros) e as empresas públicas (1.174 milhões de euros).
Seguem-se as escolas (610 milhões de euros), as instituições do ensino superior (456 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (355 milhões de euros), as famílias (311 milhões de euros) e as instituições do sistema científico e tecnológico (306 milhões de euros).
Por sua vez, as aprovações de projetos representam agora 23.624 milhões de euros.
Destacam-se as empresas (7.272 milhões de euros), as entidades públicas (4.961 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (4.643 milhões de euros).
As empresas públicas (2.780 milhões de euros) e as instituições do ensino superior (997 milhões de euros) fecham o 'top cinco'.
Depois surgem as escolas (986 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (853 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (744 milhões de euros) e, por último, as famílias (389 milhões de euros).
Até quarta-feira, o PRR recebeu 425.193 candidaturas, sendo que 391.855 foram analisadas.
Já as candidaturas aprovadas ascenderam a 297.708, mais 11.934.
O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, avisou, também na quarta-feira, que o PRR tem investimentos que não vão estar concluídos em 31 de agosto, dando como exemplo a floresta.
"Temos investimentos que não vão ficar concluídos em 31 de agosto de 2026 e é importante que haja resposta para essas entidades", defendeu Pedro Dominguinhos, que falava, em Lisboa, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial.
Dominguinhos alertou para a "situação particularmente sensível" que se vive na floresta, após dois anos e meio de espera para o planeamento e decisão de concursos. A execução só começou em meados de 2025.
Após visitar zonas como Alqueidão da Serra, Malcata e Sabugal, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR disse que existem intervenções significativas com um tempo de execução insuficiente.
O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.