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Santana Lopes queixa-se de "silêncios" de órgãos de soberania

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Foto Arquivo

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, queixou-se hoje da falta de contactos por parte dos órgãos de soberania, na sequência da depressão Kristin, constatando que "não faz falta".

Numa publicação de dois parágrafos na sua página pessoal da rede social Facebook, pelas 09:35 de hoje, intitulada "Silêncios e um gesto", associada a uma hiperligação para um comunicado do Governo (publicado ao final da tarde de quarta-feira, e em que o executivo liderado por Luís Montenegro garantiu estar "em contacto com as autarquias das regiões afetadas"), o autarca frisou que a Câmara Municipal que lidera não foi contactada.

"Connosco ninguém contactou. Contactou, por telefonema e mensagem, [o candidato presidencial] António José Seguro. Dos atuais órgãos de soberania, ninguém. Mas não faz falta", escreveu Santana Lopes.

Disse ainda ter sido contactado pelo presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, "muito gentil, a colocar os recursos da sua autarquia ao nosso dispor".

A agência Lusa tentou um comentário de Santana Lopes à publicação, no intuito de esclarecer se a menção aos atuais órgãos de soberania inclui apenas o Governo, ou também o Presidente da República e Assembleia da República, mas os contactos resultaram infrutíferos.

O Conselho de Ministros reuniu-se hoje de manhã e decidiu "decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.

Através da mesma nota, foi anunciado que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, decidiu "cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia", e visita hoje as zonas afetadas nos distritos de Leiria e de Coimbra.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.